CCP desiste de recompra de ações para priorizar investimentos

Programa foi encerrado antes do previsto e sem a compra de nenhum papel, mas empresa ainda acha que ações estão baratas

São Paulo – Programas de recompra de ações não necessariamente servem para isso, mas em geral, sinalizam ao mercado que uma empresa acredita que seu papel está barato demais – e os investidores gostam. Por isso as companhias costumam quase sempre fazer boas compras durante seus programas.

Nesta semana, a Cyrela Commercial Properties (CCPR3) encerrou o dela antes do previsto e sem comprar ações. Mas isso não quer dizer que a companhia ache que o papel está caro. “Apesar de não concordarmos com o valor da ação, não tivemos muito espaço para as recompras”, afirma Dani Ajbeszyc, diretor financeiro e de relações com os investidores da CCP.

Ele explica que para os próximos três a quatro anos, a empresa deve realizar investimentos de quase 800 milhões de reais em projetos previstos, o que faz com que o caixa tenha outras prioridades no momento.

“Além disso, no nosso caso, um dos motivos para o papel estar depreciado é a liquidez baixa. Manter um programa de recompra aberto sem recomprar pode deixar os investidores incomodados e preocupados com uma redução maior da liquidez”, acrescentou.

O programa terminaria originalmente em agosto desse ano. Ele é a continuação de outro programa encerrado no ano passado, no qual a empresa comprou ações que foram canceladas, conforme anunciado na ocasião.

A CCP informou no início da semana seus resultados de 2011. O lucro líquido da companhia foi de 113,73 milhões de reais, alta de 21,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

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