Brasil é o 5º maior credor da dívida americana

Luta do Banco Central contra a queda do dólar levou ao aumento das compras dos títulos do Tesouro americano

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São Paulo – Quais países seriam os mais afetados por um eventual calote do governo americano? O Brasil certamente estaria nessa lista. Em abril, segundo os últimos dados disponíveis no Departamento do Tesouro dos EUA, o país comprou 13,4 bilhões de dólares em notas do país, mais que qualquer outro.

Em um ano, o crescimento foi de 26%, o que levou o país posição de quinto maior credor da dívida da maior economia do mundo com 206,9 bilhões de dólares. A China, que está no topo da lista com 1,152 trilhão, está reduzindo as compras nos últimos seis meses.

O maior interesse do Brasil pela compra dos Treasuries está ligado ao combate à desvalorização da moeda americana ante o real. O Banco Central tem comprado dólares para tentar reduzir a oferta da moeda no país. Confira a lista dos 20 maiores credores:

Maiores detentores de títulos do Tesouro americano (em US$bi)
Ranking País abr/11 abr/10 Var. (%)
1 China 1.152 900,2 28%
2 Japão 906,9 793,8 14%
3 Reino Unido 333 321,1 4%
4 Exportadores de Petróleo 221,5 232,9 -5%
5 Brasil 206,9 164,4 26%
6 Taiwan 154,5 126,9 22%
7 Bancos Centrais do Caribe 138,1 153,2 -10%
8 Rússia 125,4 113,1 11%
9 Hong Kong 122,4 151,8 -19%
10 Suíça 112,4 80 41%
11 Canadá 87,7 81,9 7%
12 Luxemburgo 78,4 76,9 2%
13 Alemanha 61,3 54,8 12%
14 Tailândia 60,7 46,9 29%
15 Singapura 60,3 42,4 42%
16 Índia 42,1 31 36%
17 Irlanda 40,2 45,7 -12%
18 Turquia 37,9 27,9 36%
19 Bélgica 31,6 18,5 71%
20 Coréia do Sul 30,8 38,7 -20%

O temor com uma eventual interrupção dos pagamentos por parte do governo americano cresceu hoje com o alerta da agência de classificação de risco Moody’s. A agência colocou o rating Aaa dos Estados Unidos em revisão para um possível rebaixamento.

Segundo a agência, a crescente probabilidade de que o limite de endividamento do país não seja elevado em tempo hábil justificou o anúncio. Para a agência, um calote, independentemente da duração, alteraria fundamentalmente a avaliação sobre a pontualidade dos pagamentos futuros.

Para Ben Bernanke, presidente do Banco Central americano (FED), uma moratória do paísteria um “enorme impacto” na economia global. “O perigo é que as taxas de juros comecem a subir à medida que nossos credores percam a confiança em nossa capacidade ou disposição para pagar as dívidas”, disse Bernanke.