Bradesco: nova indenização é muito positiva para elétricas

Analistas do banco afirmam que a decisão do governo em aumentar as indenizações para as empresas do setor elétrico é “muito positiva”

São Paulo – Os analistas do banco Bradesco afirmam que a decisão do governo em aumentar as indenizações para as empresas do setor elétrico na renovação antecipada das concessões é “muito positiva”, já que mostra alguma “flexibilidade do governo nas condições da Medida Provisória 579”.

Em relatório enviado a clientes, assinado pelos analistas Vladimir Pinto e Marcelo Sá, o banco afirma que as empresas serão beneficiadas pela correção de erros de cálculo nas indenizações para hidrelétricas, “melhorando substancialmente as condições para que as transmissoras de energia também renovem suas concessões antecipadamente”.

O governo não deixou claro se as indenizações para as transmissoras também serão pagas àquelas que decidirem não renovar as concessões. “Não esperamos por isso, dado que a ação do governo é justamente para aumentar a aderência à opção da renovação antecipada”, diz o relatório.

Os analistas da corretora Concórdia também afirmam que a notícia é positiva, sobretudo para a Cesp, cuja usina hidrelétrica de Três Irmãos recebeu o maior aumento na indenização (76%), que passou de R$ 995,7 para R$ 1,737 bilhão.

Abaixo, a avaliação do Bradesco para as principais ações do setor elétrico:

Empresa Ação Desempenho em relação ao mercado Preço justo (R$)
AES Tietê GETI4 Abaixo 20,99
Cemig CMIG4 Na média 33,41
Cesp CESP6 Abaixo 22,11
Copel CPLE6 Na média 41,10
EDB ENBR3 Na média 16,86
Eletrobras PN ELET6 Em revisão Em revisão
Eletrobras ON ELET3 Em revisão Em revisão
Eletropaulo ELPL4 Na média 24,47
Light LIGT3 Na média 28,72
MPX MPXE3 Na média 14,93
Renova RNEW11 Acima 38,32
Tractebel TBLE3 Abaixo 34,64

Falta de informação

A Concórdia afirma, entretanto, que o valor revisto ainda fica bastante inferior ao registrado no balanço da companhia. Somado ao valor de indenização por outras concessões, o total ainda fica abaixo do que o mercado considerava como possível.

Em relação à revisão dos cálculos de indenização para as transmissoras, os analistas consideram “a possibilidade bastante positiva, sobretudo, para Transmissão Paulista e Eletrobrás”.

Eles ressaltam, ainda, que a falta de informações no processo de renovação vai continuar levando instabilidade ao desempenho das ações de empresas do setor, embora deva trazer “um fôlego adicional, principalmente para as empresas que contam com ativos de transmissão a vencer, e neste contexto estão incluídas Cemig e Copel”.