Bovespa tenta encontrar espaço para interromper quedas

Os investidores dividem as atenções entre as declarações de líderes e autoridades monetárias durante a cúpula dos Brics e a reta final da safra de balanços domésticos

São Paulo – Nem mesmo depois de encerrar a sessão de segunda-feira renovando o nível mais baixo do ano e na quinta queda consecutiva, a Bovespa apresenta sinais consistentes para engatar uma recuperação no pregão desta terça-feira.

Às 10h10, o Ibovespa subia 0,40%, aos 55.092 pontos, mas replicava o comportamento lateral verificado entre os mercados internacionais nesta manhã. Porém, o dia traz uma agenda econômica carregada nos Estados Unidos, o que pode aguçar o vaivém dos negócios com risco.

No início da manhã foi informado que as encomendas à indústria nos EUA cresceram 5,7% em janeiro, acima da previsão de alta de 4%, reforçando a expectativa de manutenção do viés positivo dos dados econômicos norte-americanos.

Logo mais, será conhecido o índice de preços de moradias em cidades norte-americanas.

E, às 11 horas, saem as vendas de residências novas em fevereiro, o índice de confiança do consumidor norte-americano em março, além do índice regional de atividade industrial em Richmond neste mês.

Às 17h30, será a vez dos estoques semanais dos EUA de petróleo bruto e derivados.

Por ora, o índice futuro do S&P 500 avançava 0,25%. Na Europa, apesar do ligeiro alívio com o Chipre, o ambiente segue instável e a questão da ilha ainda inspira cautela, diante dos desdobramentos que podem surgir na zona do euro. Também às 10h10, a Bolsa de Frankfurt tinha alta de 0,23%.


Internamente, os investidores dividem as atenções entre as declarações de líderes e autoridades monetárias durante a cúpula dos países dos Brics – formando por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – e a reta final da safra de balanços domésticos.

Para o economista da Tendências Consultoria Silvio Campos Neto notícias vindas de Durban, na África do Sul, não apontam para fatos ou declarações novas, por enquanto.

Assim, os anúncios da operação de swap cambial com a China e da criação da reserva comum de US$ 100 bilhões dos países do grupo não devem repercutir nos preços dos ativos domésticos.

Já os papéis da Gol devem reagir ao prejuízo líquido de R$ 447,1 milhões registrado no quarto trimestre do ano passado, ante lucro de R$ 54,3 milhões apurado de 2011. No acumulado de 2012, o prejuízo da companhia aérea somou R$ 1,512 bilhão, 101,3% maior que as perdas de R$ 751,5 milhões de 2011.

Após o fechamento dos mercados financeiros, serão conhecidos os resultados trimestrais das construtoras Rossi Residencial e PDG Realty, além das “empresas X” LLX e OGX.