Bovespa não suspenderá OGX se houver reestruturação

Segundo Edemir Pinto, bolsa não pretende retirar companhia do índice e tampouco da bolsa caso petroleira se envolva num processo de reestruturação de dívida

Campos de Jordão – A BM&FBovespa não pretende retirar a OGX do índice Ibovespa e tampouco da bolsa, caso a petroleira do grupo EBX de Eike Batista se envolva num processo de reestruturação de dívida, disse a jornalistas nesta quinta-feira o presidente da bolsa, Edemir Pinto.

Pelas regras atuais para a composição do índice, apenas falência ou concordata levariam a petroleira a ser excluída do índice, disse Edemir.

A bolsa está preparando novas regras para o índice que serão anunciadas em 13 de setembro e passarão a valer a partir de 2014.

Pelas novas regras em discussão, o valor das ações e o free float da companhia, que é a fatia em circulação no mercado, passarão a ser critério para a inclusão no Ibovespa. E pelo critério de valor da ação, o papel da OGX corre o risco de ficar de fora, já que está sendo cotado abaixo de um real. Nesta quinta-feira, a ação fechou em queda de 12,28 por cento, a 0,50 real.

Na visão de Edemir, a crise vivida pelo grupo de empresas de Eike Batista não prejudicou a imagem da bolsa brasileira no exterior, mas o mercado vive uma “frustração” neste momento devido à expectativa que havia em relação aos empreendimentos do empresário.

“Ele tinha as melhores intenções, e todo dinheiro que captou no mercado colocou nas empresas. Neste sentido existe uma frustração”, disse em evento em Campos do Jordão, no interior do Estado de São Paulo.

O presidente da BM&FBovespa disse ainda que o cenário para ofertas de ações na bolsa para os próximos meses não é dos mais favoráveis.

“Algumas estão pedindo registro mas é pouco provável que muitas aconteçam neste ano”, disse durante a abertura do 6o Congresso Internacional de Mercados Financeiro e de Capitais, que ocorre entre quinta-feira e sábado.

Recentemente, as operadoras de bolsa norte-americanas Bats e Direct Edge anunciaram sua fusão, e ambas haviam anunciado planos de atuar no Brasil. Questionado sobre o tema, Edemir disse que a bolsa paulista está preparada para enfrentar a concorrência.

“Aplaudimos a iniciativa e acreditamos que a fragmentação do mercado pode trazer maiores volumes de negociação.”