Bovespa mostra volatilidade após abertura em NY

A bolsa de São Paulo virou para o negativo e há pouco operava perto da estabilidade

São Paulo – A Bovespa começou o pregão em alta mas, após a abertura em Nova York, virou para o negativo e há pouco operava perto da estabilidade, embora ainda tente se recuperar das perdas de segunda-feira, 19, quando o índice da bolsa paulista fechou em queda de 1,15%, aos 53.353,10 pontos.

As ações da Vale, que na sessão anterior caíram mais de 3%, chegaram a subir nos primeiros minutos dos negócios, mas voltaram a cair, pressionadas pela desvalorização do preço do minério de ferro.

Às 10h41, o Ibovespa avançava 0,04%, aos 53.373,43 pontos. As ações da Vale, por sua vez, caíam 0,41% (PNA) e 0,51% (ON).

Em NY, após a abertura, o Dow Jones cedia 0,10%, o Nasdaq tinha baixa de 0,08% e o S&P 500 recuava 0,10%.

As ações da Home Depot tinham alta de 2,41%, após a gigante varejista ter tido lucro nas vendas no primeiro trimestre acima do registrado no ano anterior, mesmo com o rigoroso inverno no país, mas abaixo das estimativas.

A Home Depot disse que o lucro no trimestre foi de US$ 1,38 bilhão, ou US$ 1 por ação, acima dos US$ 1,23 bilhão, ou US$ 0,83 por ação, um ano antes. Na Europa, Londres caía 0,60%, Paris tinha baixa de 0,32% e Frankfurt cedia 0,23%.

Em um momento de preocupação com o ritmo de recuperação das principais economias do mundo, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que agrupa 34 países como EUA, Japão e Alemanha, revelou nesta terça-feira, 20, que o Produto Interno Bruto (PIB) combinado de seus membros aumentou 0,4% no primeiro trimestre em relação aos últimos três meses de 2013, uma desaceleração, no entanto, em relação à taxa de expansão de 0,5% registrada no quarto trimestre do ano passado e de 0,7% no terceiro trimestre.

Na China, o governo poderá reduzir o compulsório bancário para lidar com as taxas de juro de longo prazo estruturalmente altas, afirmou Zhu Baoliang, diretor do departamento de previsões econômicas do Centro de Informações do Estado.

Segundo ele, as autoridades monetárias “deverão ser mais flexíveis” na elaboração de políticas e, ao mesmo, tempo manter a postura “prudente.”