BOVESPA-Índice sobe à máxima em seis semanas com NY

(Texto atualizado com mais informações e fechamento oficial
da Bovespa)

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO, 20 de setembro (Reuters) – O principal índice
das ações brasileiras fechou no maior patamar em seis semanas
nesta segunda-feira, acompanhando o otimismo das bolsas dos
Estados Unidos em uma sessão com poucos indicadores.

O Ibovespa subiu 1,64 por cento, para 68.190
pontos. É o maior patamar de fechamento desde 9 de agosto.

O giro financeiro do pregão somou 9,03 bilhões de reais
–dos quais 3,449 bilhões de reais correspondem ao exercício de
opções sobre ações.

Em Nova York, o índice Dow Jones teve alta de 1,37
por cento. Já o Standard & Poor’s 500 ganhou 1,52 por
cento, para maior nível em quatro meses e acima de uma
importante resistência técnica. Sem dados relevantes nesta
sessão, o mercado concentrou as expectativas na reunião do
Federal Reserve, que termina terça-feira.

“A agenda foi bastante fraca. Mas você teve a agência
americana de estatística afirmando que a economia saiu da
recessão [ID:nN20261222]… commodities em alta. E aí a Bovespa
vai junto”, disse Luciano Rostagno, estrategista-chefe da
corretora CM Capital Markets.

O índice Reuters-Jefferies de matérias-primas,
embora tenha fechado estável, chegou a atingir o maior patamar
em oito meses nesta segunda-feira. O petróleo em Nova York
teve valorização de 1,63 por cento. [ID:nN2063190]

Ações ligadas a materiais básicos tiveram portanto papel de
destaque no Ibovespa, com a maior contribuição setorial para os
ganhos do índice. A ação preferencial da mineradora Vale
subiu 1,87 por cento, a 42,60 reais, a ação PN da
Usiminas cresceu 2,06 por cento, a 44,60 reais, e os
papéis da MMX subiram 2,94 por cento, a 13,30
reais.

A Petrobras, que assiste nesta semana ao fim do prazo para
reserva de ações para a capitalização e à definição do preço
dos papéis na oferta, teve alta de 2,5 por cento das ações
preferenciais , a 27,10 reais, e de 2 por cento das
ordinárias, a 30,80 reais.

A subida do Ibovespa coincide com a avaliação do Goldman
Sachs de que o mercado acionário brasileiro se prepara para um
ciclo de valorização nos próximos meses. Embora tenha reduzido
a previsão de fechamento do ano de 85 mil para 78 mil pontos,
os analistas Stephen Graham e Andre Rezende ainda veem estímulo
dos níveis recordes de baixo desemprego,

(Reportagem de Silvio Cascione; Edição de Aluísio Alves)