BOVESPA-Índice cai no último pregão do mês por queda no exterior

SÃO PAULO, 30 de novembro (Reuters) – Sem mudanças
significativas no ambiente global para os mercados financeiros,
ainda preocupados com a situação fiscal de alguns países da
Europa, a bolsa brasileira operava em queda nesta terça-feira,
no último pregão de novembro.

Às 12h46, o Ibovespa exibia desvalorização de 0,33
por cento, para 67.682 pontos. Até a véspera o índice acumula
perda de 3,9 por cento no mês. O giro financeiro da sessão
estava em 1,41 bilhão de reais.

“Acreditamos que o mercado hoje continuará com mais força
vendedora devido às incertezas na zona do euro e pela
divulgação de indicadores econômicos aquém das expectativas”,
afirmou a Brava Investimento em seu relatório diário.

O vice-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), John
Lipsky, afirmou nesta terça-feira que o pacote de socorro à
Irlanda ainda levará tempo para reanimar os mercados.

Também na Europa, a Eurostat divulgou que o desemprego na
zona do euro subiu para 10,1 por cento em outubro ante 10 por
cento em setembro.

Na Ásia, o setor fabril japonês e sul-coreano reduziram a
produção em outubro, dando mais evidências de uma desaceleração
asiática e desfavorecendo o resto do mundo, que depende da
região para manter o ritmo da economia global.

Nos Estados Unidos, os principais índices de ações
iniciaram o pregão em queda. Um dado mostrou que os preços de
moradias nos EUA caíram em setembro mais que o dobro do
esperado em relação ao mês anterior. Às 13h (horário de
Brasília), investidores esperam números da confiança do
consumidor norte-americano.

No Ibovespa, as ações preferenciais da Petrobras
recuavam 0,24 por cento, para 24,64 reais, e as da Vale
perdiam 0,78 por cento, para 48,12 reais.

A maior queda do dia vinha da BMF&Bovespa , que
recuava 2,29 por cento, para 13,21 reais. Nesta terça-feira a
empresa informou que recebeu auto de infração da Receita
Federal cobrando mais de 400 milhões de reais em tributos que
não teriam sido recolhidos em 2008 e 2009, em meio ao processo
de união de BM&F e Bovespa.

Outras quedas expressivas vinham do setor aéreo. A TAM
apresentava baixa de 1,75 por cento, aos 40,87
reais, ao passo que a Gol tinha desvalorização de
1,5 por cento, para 26,92 reais.

Na segunda-feira, a Agência Nacional de Aviação Civil
(Anac) anunciou a suspensão da venda de passagens da TAM para
todas as viagens no mercado doméstico com decolagem prevista
até 3 de dezembro, em meio a atrasos e cancelamentos de voos da
companhia aérea.