Bovespa ignora NY e abre com alta de quase 1%

A bolsa é sustentada pelo enfraquecimento de Dilma na pesquisa eleitoral Datafolha divulgada no fim de semana

São Paulo – A Bovespa confirmou a expectativa e abriu em forte alta na manhã desta segunda-feira, 7, de mais de 1% já nos primeiros cinco minutos de pregão, sustentada pelo enfraquecimento da presidente Dilma Rousseff (PT) na pesquisa eleitoral Datafolha divulgada no fim de semana.

A valorização contraria o comportamento dos negócios com ações nos Estados Unidos, onde os índices estendem perdas da sexta-feira e aguardam com cautela o início da divulgação de resultados corporativos, na terça-feira, 8.

Às 10h32, o Ibovespa subia 1,04%, aos 51.615,28 pontos, depois de alcançar a máxima de 51.771 pontos (+1,35%). A lista dos maiores ganhos no índice era composta por papéis de estatais.

Petrobras ON avançava 2,68% (segunda colocação) e PN +2,33% (quarta posição). Eletrobras ON avançava 2,51% (terceira posição). Fora da lista, mas com valorização também expressiva, Banco do Brasil ON subia 1,36%. A blue chip Vale ganhava 1,94% e 1,12% nos papéis ON e PNA, respectivamente.

O levantamento Datafolha divulgado no sábado, 5, mostrou que a presidente Dilma (PT) perdeu 6 pontos porcentuais e aparece com 38% das intenções de voto. Ainda assim, ela venceria no primeiro turno. Os seus prováveis adversários, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), registraram 16% e 10% das intenções, respectivamente.

O mercado acionário não gosta da ingerência governamental nas empresas estatais e a notícia de perda de força de Dilma agrada aos investidores, já que representa a possibilidade de eleição de um governo mais “amigável”, de acordo com operadores.

Em Nova York, as bolsas abriram em baixa. Às 10h37, o Dow Jones caía 0,20%, o S&P 500 perdia 0,32% e o Nasdaq recuava 0,34%, todos contaminados pelo setor de tecnologia.

Na agenda, o presidente do Federal Reserve de Saint Louis, James Bullard, sem poder de voto no Fomc este ano, discursa em conferência às 12h45. O dado de crédito ao consumidor norte-americano referente a março sai às 16 horas.