Bovespa ignora mercado externo e abre em queda

Sem notícias internas positivas para animar os investidores, algumas blue chips operam em queda

São Paulo – A Bovespa abriu em queda nesta quinta-feira, 9, na contramão dos ganhos dos mercados europeus e dos índices futuros em Nova York. Segundo operador ouvido pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, sem notícias internas positivas para animar os investidores, algumas blue chips operam em queda, em um movimento de ajuste, e pesam sobre o índice.

Por volta das 10h25 o Ibovespa caía 0,31%, aos 50.418,35 pontos. Petrobras (ON -0,07% e PN +0,12%), Vale (ON -0,66% e PN -0,35%) e Itaú (-0,82%) registram perdas.

Os investidores devem acompanhar em instantes a decisão do Banco Central Europeu (BCE) e, na sequência, o discurso do presidente da instituição, Mario Draghi, às 11h30. Momentos atrás, o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) manteve sua taxa de juros em 0,5% e seu programa de estímulos inalterado, como era esperado pelo mercado.

Entre os destaques corporativos, a Óleo e Gás Participações (ex-OGX) – que não faz mais parte do Ibovespa – quitou a primeira parcela em atraso referente aos campos de Atlanta e Oliva, na Bacia de Santos.

De acordo com a empresa, o pagamento foi protocolado à Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) dentro do prazo previsto no contrato.


A empresa afirma ainda que as demais parcelas pendentes serão pagas integralmente dentro dos prazos. As ações da companhia ainda estão em leilão.

Já o papel ON da HRT perde 3,00%, após leilão para negociação de aproximadamente 497,1 mil ações. De acordo com a Agência Bovespa, o leilão entre Um Investimentos (compradora) e Gradual (vendedora) foi motivado pelo preço de R$ 0,92 ofertado por papel, inferior a cotação da abertura que era de R$ 0,99.

Sobre a companhia, vale mencionar que foi concluída ontem transação comercial com a BP Energy do Brasil referente à transferência de 60% de participação no Campo de Polvo para a HRT, tornando-se operadora.

Além disso, a companhia agendou para 19 de março uma assembleia geral extraordinária (AGE) para aprovar mudanças nos conselhos fiscal e de administração, em meio a uma conturbada disputa pelo controle.

No noticiário do dia, a China informou nesta madrugada uma desaceleração da inflação no varejo, ao passo que a deflação no atacado persiste. Os dados mantiveram o sentimento com a economia chinesa em xeque, penalizando a performance das principais bolsas asiáticas. A mineradora brasileira Vale, que tem na China um enorme comprador de minério de ferro, também é influenciada.