BOVESPA-Commodities pesam sobre índice em dia de Copom

SÃO PAULO, 8 de dezembro (Reuters) – Os investidores da
Bovespa mostravam cautela nesta quarta-feira, com o índice
recuando puxado por commodities, no dia da última reunião do
Comitê de Política Monetária (Copom) em 2010.

Às 12h58, o Ibovespa exibia desvalorização de 0,87
por cento, para 68.737 pontos. O giro financeiro era de 2,4
bilhões de reais.

O mercado local abriu sem sentido definido, ainda que na
Europa o índice referência apresentasse alta expressiva, na
expectativa otimista de uma melhora no ritmo de recuperação
econômica.

Nos Estados Unidos os índices Dow Jones , Nasdaq
e S&P 500 mostravam pequena alta.

“O tom de cautela volta a predominar no mercado nesta
quarta-feira”, afirmou a Itaú Corretora em relatório,
mencionando a reunião do Copom. “O aumento no compulsório
anunciado recentemente esvaziou as apostas de elevação na Selic
em 2010″.

No Ibovespa, as blue chips contribuíam com o tom negativo
do dia. As ações preferenciais da Petrobras recuavam
0,16 por cento, para 25,31 reais, e as preferenciais da Vale
cediam 1 por cento, para 49,70 reais.

O setor de construção figurava entre os piores desempenhos
do índice. Cyrela perdia 2,1 por cento, para 21,49
reais e a PDG caía 2,55 por cento, para 9,93 reais.

Entra as altas, destacava-se a B2W , que tinha
alta de 0,8 por cento, para 34,26 reais, após ter registrado
ganhos expressivos na véspera.

IBOVESPA EM ALTA EM 2011

O próximo ano deve ser um período de ganhos do Ibovespa,
segundo estimativas de analistas. O chefe da área de pesquisa
do Itaú BBA, Carlos Constantini, projetou valorização de 25 por
cento do índice em 2011, para 87 mil pontos.

Já o Merrill Lynch estima que nos próximos 12 meses o
Ibovespa chegue aos 88 mil pontos, e considera o mercado
brasileiro um dos mais atrativos da região.

“Os principais motivos de nossa recomendação são: novo
pragmatismo do governo em políticas de aperto fiscal e gradual
aumento de participação privada em infraestrutura; favorável
perspectiva de fluxo de fundos em ações; crescimento de 24 por
cento nos lucros em 2011 balanceado entre os setores de
commodities e consumo doméstico”, afirmou o Merrill.

(Reportagem de Rodolfo Barbosa; Edição de Aluísio Alves)