Bovespa abre em baixa, mas dia traz volatilidade

Diante de uma agenda econômica carregada no Brasil e no mundo em termos de eventos e indicadores, a bolsa tende a abandonar o marasmo

São Paulo – Diante de uma agenda econômica carregada no Brasil e no mundo em termos de eventos e indicadores, a Bovespa tende a abandonar o marasmo que prevaleceu nos negócios locais desde terça-feira, 3, e ter uma sessão de maior volatilidade, ao sabor das divulgações. Às 10h05, o Ibovespa caía 0,08%, aos 51.674,96 pontos.

O setor privado da economia norte-americana criou 176 mil empregos em agosto, ante previsão de +178 mil. O dado de julho foi revisado para baixo, ao mostrar abertura de 198 mil postos de trabalho, de 200 mil esperados.

No horário acima, o futuro do S&P 500 tinha avanço de 0,05%, também já digerindo a queda maior que a esperada nos pedidos semanais de auxílio-desemprego feitos no país, para 323 mil, ante previsão de 330 mil solicitações. O dado da semana anterior também foi revisado, de 331 mil para 332 mil. Contudo, desde o fim de julho, os pedidos estão perto do menor patamar em cinco anos.

Logo mais, às 11 horas, é a vez do índice ISM de atividade no setor de serviços em agosto e, às 11h30, sai o relatório oficial sobre os estoques nos EUA de petróleo bruto e derivados. Na Europa, as principais bolsas da região exibem ganhos, após as decisões dos bancos centrais da Inglaterra (BoE) e da zona do euro (BCE) de manutenção de suas respectivas políticas monetárias.

Durante entrevista o presidente do BCE, Mario Draghi, ressaltou que a dinâmica monetária e dos empréstimos permanece contida. Ele também avaliou que as expectativas de inflação na zona do euro continuam firmemente ancoradas, ao mesmo tempo que os indicadores de confiança confirmam melhora gradual da atividade econômica. Ainda por volta das 10h05, a Bolsa de Frankfurt subia 0,33%.

Internamente, o Banco Central praticamente repetiu, na ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de agosto, as avaliações e observações feitas no encontro anterior, em julho. Tanto que os temas mais esperados, sobre a recente arrancada do dólar ante o real e a possibilidade de reajuste nos preços dos combustíveis, a autoridade monetária nacional repetiu os comentários.

Para o BC, a projeção de alta da gasolina em 2013 foi mantida em 5%, ao passo que o parágrafo sobre questão cambial foi repetido no documento.

Em relatório, a equipe de analistas da Um Investimentos ressalta o trecho na ata no qual o Copom avalia que a decisão de aumentar a taxa básica de juros (Selic) em 0,50 ponto porcentual contribuirá para que tendência de queda da inflação persista em 2014. “Além disso, o Copom divulgou que a continuidade do ritmo de ajuste monetário em curso é apropriada”, acrescentam.