Bovespa abre em alta com movimento de ajuste técnico

O movimento contraria o comportamento dos índices futuros do Ibovespa

São Paulo – A Bovespa abriu em alta nesta quinta-feira, contrariando o comportamento dos índices futuros do Ibovespa e também os futuros de Nova York. Segundo um operador ouvido pelo Broadcast, os ganhos são provocados por um movimento de ajuste técnico.

Ontem, após o anúncio do Federal Reserve de reduzir seus estímulos, o Ibovespa futuro para fevereiro fechou em alta de mais de 2%, então hoje o mercado à vista sobe para que os dois possam se encontrar lá na frente.

“Petrobras e Vale fecharam em patamares muito baixos ontem no pregão regular, enquanto em Nova York os ADRs dessas companhias continuaram sendo negociados por mais duas hora e subiram forte. O que está acontecendo agora é um ajuste técnico”, explica o operador.

Por volta das 10h25 o Ibovespa subia 1,09%, aos 51.114,83 pontos. Petrobras ON tinha valorização de 0,64% e PN ganhava 1,19%. Vale (ON +0,93% e PN +0,66%) também avançava. Entre outros destaques de alta estavam Eletropaulo PN (+5,16%), Brookfield (+2,80%) e Cetip ON (2,63%).

A Petrobras informou ontem à noite que a perfuração do primeiro poço de extensão 3-BRSA-1194-SES (3-SES-178) na área de Moita Bonita, na Concessão BM-SEAL-10, comprovou a extensão da descoberta de gás e petróleo leve, conforme divulgado ao mercado em 24 de agosto de 2012. Já a Vale está próxima de fechar a venda da última fatia da Valor da Logística Integrada (VLI), que deverá ser adquirida pela canadense Brookfield.


No noticiário econômico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o IPCA-15 de dezembro subiu 0,75% na margem, uma forte aceleração após a alta de 0,57% em novembro. 

O resultado ficou acima do teto do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, de 0,70%. Na comparação anual, o IPCA-15 avançou 5,85% em dezembro, que também marca o resultado final de 2013. O teto das projeções era de 5,84%.

Por outro lado, a taxa de desemprego em novembro voltou ao patamar mais baixo já verificado desde o início da série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego, em 2002, divulgada pelo IBGE.

A taxa de desocupação ficou em 4,6%, mesmo resultado verificado em dezembro do ano passado. Em outubro, a taxa de desemprego tinha ficado em 5,2%.

Já a Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelou que projeta um crescimento de 2,1% do PIB nacional em 2014 e uma expansão de 2,0% do PIB industrial no mesmo período. A previsão da entidade para a inflação medida pelo IPCA em 2014 é de 6%. A CNI estima ainda uma taxa nominal de câmbio de R$ 2,35 na média de 2014.