Bolsas europeias recuam sob influência da Grécia

Londres – As principais bolsas europeias encerraram o dia em queda, conduzidas pelas ações do setor financeiro, em meio ao aumento das preocupações com a dívida da Grécia e com o rebaixamento da classificação de risco do país pela agência Standard & Poors (S&P). O ressurgimento das preocupações sobre a dívida soberana da zona do euro pesou sobre o índice pan-europeu Stoxx 600, que recuou 0,32%, para 280,43 pontos.

A S&P rebaixou o rating (classificação de risco) de crédito soberano de longo prazo da Grécia para B e de curto prazo para C, ante os patamares BB- e B em que estavam, respectivamente. Ambos os ratings continuam em observação, com implicações negativas. Segundo a agência, o rebaixamento reflete as preocupações de que autoridades da zona do euro estão procurando ampliar os vencimentos do pagamento de dívida da parte da Comissão Europeia no pacote de ajuda de 110 bilhões de euros concedido à Grécia.

Os governos europeus concordaram em estudar maneiras de oferecer mais ajuda financeira ao país e em rever os termos originais do pacote de socorro nas próximas semanas. O rebaixamento levou o índice de ações ASE Composite, da Bolsa de Atenas, a fechar em baixa de 1,5%, aos 1.349,90 pontos. Entre as maiores perdas do setor financeiro estavam as ações do National Bank of Greece (queda de 4,1%) e do espanhol BBVA (baixa de 3%).

Na Bolsa de Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,57%, aos 5.942,69 pontos. As ações do Barclays recuaram 1,3%, após o banco comunicar que fará uma provisão de 1 bilhão de libras para compensar os clientes por um pagamento indevido de um seguro. HSBC Holdings cedeu 0,5% com a notícia de que fará uma provisão de US$ 440 milhões pelo mesmo motivo. Fora do setor financeiro, os papéis da Centrica caíram 3,8%, após a empresa fornecedora de energia alertar que seus resultados em 2011 crescerão num ritmo mais moderado que o previsto.

O índice Dax, da Bolsa de Frankfurt, caiu 1,09%, para 7.410,52 pontos. As ações do banco Commerzbank cederam 3,2%. Os papéis da Munich Re recuaram 1,7%, colocando mais pressão sobre o índice. A seguradora afirmou que registrou um prejuízo de 947 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, afetada pela recente série de terremotos, enchentes e desastres naturais. Os papéis da Volkswagen recuaram 2,15%, depois que a montadora anunciou que elevou sua participação na MAN e que fará uma oferta para comprar o controle da fabricante de caminhões alemã. Os papéis da MAN subiram 1,52%.

Na França, o índice o CAC 40 fechou com baixa de 1,25%, aos 4.007,26 pontos. O setor financeiro também teve desempenho negativo, com o Société Générale perdendo 2,6% e o BNP Paribas recuando 2,7%.

Outros mercados periféricos também terminaram o dia em queda, na medida em que os investidores ponderam qual país pode, em breve, precisar de ajuda externa. Na Bolsa de Lisboa, o PSI 20 caiu 0,58%, para 7.768,53 pontos. Em Madri, o IBEX 35 fechou em queda de 2,02%, aos 10.396,30 pontos. O FTSE MIB, da Bolsa de Milão, cedeu 1,31%, para 21.666,40 pontos. As informações são da Dow Jones.