Bolsas de NY se preparam para efeitos do furacão Irene

Planos de contingência para segunda-feira, caso os sistemas falhem, já estão amarrados

Nova York – As principais Bolsas norte-americanas elaboraram planos de contingência para a próxima segunda-feira, para o caso de o furacão Irene provocar danos que afetem seus sistemas de armazenagem e transmissão de dados ou o acesso a seus prédios. O furacão Irene passou sobre as Bahamas nesta quinta-feira e deverá atingir a Costa Leste dos EUA entre sábado e domingo.

“Pretendemos abrir na segunda-feira e temos planos de contingência para eventos como esse, com o objetivo de manter o mercado funcionando e de assegurar a segurança das pessoas”, disse um porta-voz da NYSE Euronext, que controla a Bolsa de Nova York.

“A Nasdaq vai inspecionar nossos sistemas e centros de dados continuamente ao longo do fim de semana e dar informações atualizadas a nossos clientes conforme seja necessário”, afirmou um porta-voz do Nasdaq OMX Group. Segundo ele, a Nasdaq pretende operar seus mercados eletrônicos de ações e de derivativos normalmente, assim como o pregão da Bolsa de Filadélfia e o mercado de opções PHLX.

Funcionários da Direct Edge, que opera dois mercados eletrônicos de ações, deverão inspecionar o centro de dados da empresa em Secaucus (Nova Jersey) no domingo, para avaliar qualquer dano que possa ter acontecido.

Segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC), o furacão Irene deverá atingir Nova York no domingo; caso a tempestade mantenha sua força, será o primeiro furacão a atingir a cidade em 25 anos. De acordo com o último boletim do NHC, das 18h (de Brasília), Irene se movia para o Norte com ventos sustentados de até 185 km/h, estando classificado como um furacão de categoria 3 na escala Saffir-Simpson.

A última vez que a Bolsa de Nova York fechou por causa de um furacão foi em 27 de setembro de 1985; naquela ocasião, o mercado ficou fechado por todo o dia, por causa do furacão Gloria. As informações são da Dow Jones.