Bolsas de NY caem a despeito de dados de emprego dos EUA

Nova York – Os principais índices do mercado de ações dos Estados Unidos fecharam em baixa, em sua maioria, deixando em segundo plano dados positivos sobre o emprego no país e dando mais atenção a sinais negativos vindos da Europa. A primeira semana do ano, no entanto, foi benéfica para as bolsas norte-americanas, que acumularam alta durante o período.

O Dow Jones caiu 55,78 pontos, ou 0,45%, para 12.359,92 pontos. O Nasdaq subiu 4,36 pontos, ou 0,16%, para 2.674,22 pontos. O S&P 500 teve declínio de 3,25 pontos, ou 0,25%, para 1.277,81 pontos. Na semana, os três índices acumularam ganho, puxados pelo Nasdaq, que avançou 2,65%, seguido por S&P 500 (+1,61%) e Dow Jones (+1,16%).

Mais cedo, o Departamento de Trabalho dos EUA divulgou que a economia do país criou 200 mil vagas em dezembro, mais do que as 155 mil previstas por analistas, e que a taxa de desemprego encolheu para 8,5% – o menor nível desde fevereiro de 2009. Alguns analistas disseram que a criação de vagas em dezembro foi puxada na verdade por fatores sazonais do final de ano e que cerca de 42 mil vagas geradas no setor de entregas devem ser cortadas nos próximos meses.

Para Mikel Keifer, estrategista de investimentos da Jurika, Mills & Keifer, “os dados foram muito fortes, mas tudo isso foi ofuscado pelas dúvidas em relação à Europa”. Hoje, a taxa de retorno dos títulos de 10 anos da Itália fechou em 7,175%, nível semelhante ao registrado pelos papéis de nações como Grécia, Portugal e Irlanda pouco antes de esses países pedirem ajuda financeira.

Os indicadores divulgados no Velho Mundo também não ajudaram. A taxa de desemprego da zona do euro continuou em 10,3% em novembro, enquanto as encomendas à indústria da Alemanha encolheram 4,8% durante o período na comparação com o mês anterior. “Essa parece ser a realidade do mercado. Não importa o que acontece com os dados dos EUA, as pessoas ainda estão imaginando se o desaquecimento da Europa vai afetar” a economia norte-americana disse Colleen Supran, diretor e gerente de portfólios da Bingham, Osborn & Scarborough.

Entre os destaques da sessão, a Alcoa fechou em baixa de 2,1% depois de divulgar que pretende reduzir em cerca de 12% a capacidade mundial de suas fundições por causa do declínio nos preços do alumínio. No setor financeiro, vários analistas reduziram suas projeções para o lucro dos bancos de investimento, o que provocou queda nas ações do Goldman Sachs (-1,2%), do Morgan Stanley (-2,3%). O Bank of America também caiu 2,1%.

A Transocean caiu 1,1% depois de divulgar que Ricardo Rosa deixará o cargo de diretor financeiro e será substituído provisoriamente por Gregory Cauthen, ex-ocupante do cargo. As informações são da Dow Jones.