Bolsas de Nova York acumulam forte perda na semana

Nova York – Os principais índices do mercado de ações dos EUA fecharam em queda, sucumbindo novamente aos receios com a possibilidade de uma recessão nos países desenvolvidos. Hoje não foram divulgados indicadores econômicos norte-americanos e houve escassez de notícias que movessem efetivamente as bolsas.

Entre as poucas novidades que mexeram com o mercado, estava o fato de o JPMorgan ter revisado para baixo as estimativas sobre o crescimento da economia dos EUA. O banco agora espera que o Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano tenha uma expansão de 1,0% no quarto trimestre deste ano, de 2,5% anteriormente, e de 0,5% no primeiro trimestre de 2012, de 1,5% originalmente. O JPMorgan também afirmou que “o declínio nos preços da energia deve ajudar a amortecer parte da fraqueza na economia” dos EUA, mas alertou que “os riscos de uma recessão são claramente elevados”.

O Dow Jones caiu 172,93 pontos, ou 1,57%, para 10.817,65 pontos, após oscilar praticamente 285 pontos entre a mínima e a máxima da sessão. Entre ontem e hoje, o Dow Jones recuou 5,19%, maior declínio porcentual em duas sessões consecutivas desde 2 de março de 2009. Entre os componentes do índice, a Hewlett-Packard (HP) fechou em baixa de 19,95% depois de ter divulgado ontem planos para reformar seu modelo de negócios.

O Nasdaq perdeu 38,59 pontos, ou 1,62%, para 2.341,84 pontos. O S&P-500 teve declínio de 17,12 pontos, ou 1,50%, para 1.123,53 pontos. Na semana, o Nasdaq liderou a queda caindo 6,62%, seguido por S&P 500 (-4,69%) e Dow Jones (-4,01%).

As ações começaram a semana com um tom positivo, inspiradas por expectativas de que os líderes da Europa estavam perto de algum acordo para conter a disseminação da crise das dívidas soberanas da região para as grandes economias da zona do euro. Também contribuiu para o bom humor dos investidores uma onda de acordos corporativos nos EUA.

O otimismo, no entanto, foi diminuindo conforme ressurgiram os receios com o crescimento da economia mundial. A principal preocupação no momento gira em torno da possibilidade de os problemas dos bancos europeus chegarem ao sistema bancário dos EUA. Os investidores também estão preocupados com respostas potencialmente inadequadas das autoridades europeias à crise das dívidas da região. As informações são da Dow Jones.