Bolsas da Ásia têm sinais distintos; Xangai sobe 2,9%

Mercados continuam pessimistas sobre a crise da dívida da Europa, enquanto outros reagem favoravelmente a fatores internos. Não houve negociações no Japão hoje

Tóquio – As Bolsas da Ásia apresentaram resultados mistos nesta segunda-feira. Enquanto alguns mercados da região sucumbiram à queda em Wall Street na sexta-feira, além de continuarem pessimistas sobre a crise da dívida da Europa, outros reagiram favoravelmente a fatores internos. Não houve negociações no Japão por ser feriado.

A Bolsa de Hong Kong disparou com as esperanças de que Pequim possa relaxar, no curto prazo, as medidas de aperto monetário para dar suporte ao crescimento econômico. A expectativa gerou fortes compras em todos os setores. O índice Hang Seng subiu 1,9% e encerrou aos 18.865,72 pontos.

As bolsas da China fecharam em forte elevação, com os investidores respondendo às declarações feitas pelo primeiro-ministro Wen Jiabao no fim de semana, de que o governo central irá dar apoio aos mercados acionários. O desempenho também refletiu a presença de investidores em busca de ofertas de ocasião após as recentes perdas. O índice Xangai Composto subiu 2,9% e terminou aos 2.225,89 pontos, estendendo os ganhos de sexta-feira. O índice Shenzhen Composto avançou 3,7% e encerrou aos 848,21 pontos.

O iuane caiu ante o dólar, seguindo baixa na taxa de referência diário de câmbio do banco central e uma vez que ajuste de importadores impulsionou a moeda americana. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,3146 iuanes, de 6,3095 iuanes sexta-feira. A taxa de paridade central dólar/iuane foi fixada em 6,3236 iuanes, de 6,3166 iuanes sexta-feira.

Em Taiwan, a Bolsa de Taipei encerrou o dia em baixa, liderada pelo forte declínio nas ações da HTC, que apresentou fracos resultados no 4º trimestre e registrou queda de 5,2%. O índice Taiwan Weighted recuou 0,39% e terminou aos 7.093,04 pontos.

A Bolsa de Seul, na Coreia do Sul, também fechou em baixa, com as persistentes dúvidas sobre a Europa ofuscando os dados de emprego dos EUA melhores que os esperados, divulgados na sexta-feira. O índice Kospi retrocedeu 0,90% e encerrou aos 1.826,49 pontos.

Na Austrália, a Bolsa de Sydney sofreu seu terceiro dia de queda, influenciada pelas ações que despencaram em Wall Street, mesmo com os dados positivos sobre o emprego nos EUA. Pesou, sobretudo, o impasse a respeito da dívida soberana na zona do euro, que reduziu as expectativas do comércio varejista. O índice S&P/ASX 200 teve leve baixa de 0,08% e fechou aos 4.105,40 pontos.


Já a Bolsa de Manila, nas Filipinas, encerrou em elevação. Após um surto inicial de realização de lucros, os gestores de fundos continuaram a carregar seus portfólios com ações peso pesado. O índice PSE ganhou 1,3% e terminou aos 4.541,60 pontos.

A Bolsa de Cingapura terminou em baixa, com o apetite pelo risco cedendo à queda do euro frente ao dólar. O índice Straits Times recuou 0,9% e fechou aos 2.691,28 pontos.

O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, reverteu a baixa matutina com compras de fundos estrangeiros de papéis relacionados ao petróleo e de bancos e subiu 0,5%, fechando aos 3.889,07 pontos.

O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia ganhou 0,56% e fechou aos 1.042,05 pontos.

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur subiu 0,5% e fechou aos 1.521,74 pontos, com ações dos setores imobiliário e de construção liderando os ganhos. As informações são da Dow Jones