Bolsa sobe; Novo presidente na Usiminas…

A maior alta em duas semanas

O Ibovespa subiu 0,28% nesta quarta-feira, a maior alta do índice em quase duas semanas. Durante a manhã, o índice chegou a subir 2% após a aprovação da meta fiscal pelo Congresso. Durante a tarde, a bolsa perdeu força com o relatório da agência de classificação de risco Moody’s que afirma que a meta ilustra a gravidade da crise no Brasil. A agência também assinala que a implementação das reformas propostas pelo governo “continuam sujeitas à incerteza política”. Segundo analistas, as negociações também foram impactadas por ser véspera de feriado, período em que investidores aproveitam para se desfazer de algumas posições e diminuir riscos.

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Novo presidente na Usiminas

Nesta quarta-feira, o conselho de administração da siderúrgica Usiminas elegeu o atual vice-presidente comercial como presidente. Leite está há 40 anos na companhia e foi indicado pela siderúrgica ítalo-argentina Techint, uma das controladoras da Usiminas. A outra controladora, a siderúrgica japonesa Nippon, defendia a permanência do executivo Rômel de Souza no cargo pelo menos até o fim das negociações do alongamento de dívida e do aumento de capital da empresa. As ações preferenciais da companhia subiram 2,3%.

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TAM e Azul na pior

As empresas de aviação TAM e Azul foram multadas em 9,7 milhões de reais pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) por não terem notificado acordos de compartilhamento de rotas, realizados em 2004, entre a TAM e as extintas Trip e Total, que foram incorporadas pela Azul em 2012. As duas empresas devem dividir o valor da pena.

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Rosto novo na Coca

Depois de passar oito anos presidindo a Coca-Cola no Brasil, o mexicano Xiemar Zarazúa deixa o cargo para assumir a vice-presidência de empreendimentos da empresa na América Latina. Quem passa a presidir a Coca no Brasil é Henrique Braun, brasileiro que comandava as operações da marca na China e na Coreia. Durante a gestão de Zarazúa, a empresa concretizou investimentos de 14,1 bilhões entre 2012 e 2016 e adquiriu marcas locais, como a Laticínios Verde Campo e a Leão Alimentos e Bebidas.

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O Brasil na Forbes

O Brasil aparece com 19 empresas na lista das 2.000 maiores do mundo, realizada pela revista americana Forbes. Em 2016, somadas, as empresas da lista faturam 35 trilhões de dólares por ano e têm lucros de 2,4 trilhões. A primeira da lista é o banco Itaú, que figura em 63o no ranking geral. Outros bancos, como Bradesco e Banco do Brasil, também figuram na lista. Estatais como Petrobras e Eletrobras aparecem ao lado de empresas de commodities e metalúrgicas, como Gerdau, Vale e CSN. Os frigoríficos JBS e BRF não ficaram de fora.

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Crédito escasso

Diante do aumento da inadimplência, bancos cautelosos, taxas de juro mais altas e orçamento apertado, o estoque de crédito em abril recuou 0,6%, para 3,1 trilhões de reais, em relação ao mesmo mês do ano passado. É a primeira vez que o estoque recua no mês de maio desde 2003 e o quarto recuo consecutivo, de acordo com o Banco Central. No somatório dos quatro primeiros meses do ano, houve uma redução de 2,4%. O BC espera que o crédito cresça 5% neste ano, o que seria a pior marca da série histórica do banco.

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Tchau, Belchior

Miriam Belchior, ex-ministra do Planejamento no governo Dilma, foi exonerada nesta quarta-feira da presidência da Caixa Econômica Federal. Belchior assumiu a direção no segundo mandato da presidente. O vice-presidente de tecnologia da informação do banco, Joaquim Lima de Oliveira, ocupará o cargo interinamente. O governo Temer prometeu a presidência do banco ao Partido Progressista. O nome mais cotado é o do ex-ministro da Integração Nacional e Cidades Gilberto Occhi. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quarta-feira que só anunciará os titulares dos bancos públicos na próxima semana.