Bolsa já tem mais de 1,3 milhão de investidores

Crescimento tem uma média de quase 100 mil contas por mês

A B3 já registra mais de 1,3 milhão de cadastros de investidores pessoas físicas em ações até agosto, o que representa um crescimento de mais de 550 mil contas desde o começo do ano, quando havia 813 mil cadastros. A informação é de Felipe Paiva, diretor de Relacionamento com Clientes da B3.

Segundo ele, o crescimento do número de investidores está surpreendendo, com uma média de quase 100 mil contas novas por mês. Até julho, havia 1.244.953 cadastros. Esse movimento de maior interesse dos investidores acompanha a queda dos juros e a melhora das perspectivas para a economia e para o mercado de ações. Paiva participou do 20º Congresso do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC).

E o crescimento dos investidores deve continuar, afirma Guilherme Affonso Pereira, sócio da Teorema Capital. Segundo ele, 70% da economia mundial está com juros negativos e a taxa de juros brasileira também tende a cair. “E juro baixo valoriza ativos reais, como imóveis e ações”, diz. Já Peter Taylor, gestor da escocesa Aberdeen Asset Management no Brasil, diz que esse movimento vai continuar e a alocação em ações no país tende a aumentar.

“Com a melhora das perspectivas, o investimento em ações de brasileiros tende a crescer e é importante ter uma base de investidores no Brasil para as empresas também abrirem seu capital aqui”, diz. Ele lembra que empresas de tecnologia brasileiras estão preferindo abrir o capital no exterior pois consideram que há mais interessados lá fora.

“Mas isso poderia ser resolvido com a permissão para que a empresa pudesse ser registrada aqui e no exterior, a chamada dupla listagem”, diz. Felipe Paiva, da B3, diz que a bolsa está estudando a permissão para a dupla listagem.

Sobre como as empresas poderiam atrair mais pessoas físicas para investir em suas ações, Geraldo Luciano, vice-presidente da M.Dias Branco, diz que o caminho deve ser buscar a comunicação correta com esses investidores. “As empresas devem usar mais as mídias sociais e é preciso que mais empresas abram capital para dar mais opções”, afirma. Segundo ele, as empresas que abriram capital recentemente estão indo bem.

Essa notícia foi publicada originalmente no site Arena do Pavini