Bolsa de Tóquio fecha em queda com dólar fraco

Os níveis de participação se mantiveram fortes, totalizando 4,36 bilhões de ações e superando a marca de 4 bilhões de ações pela nona sessão seguida

Tóquio – As ações na Bolsa de Tóquio fecharam em queda nesta terça-feira, uma vez que os fracos preços das commodities, as explosões em Boston e o dólar enfraquecido prejudicaram exportadores como a Toyota Motor.

Além disso, uma onda de vendas nos papéis do Softbank pesaram sobre o sentimento do investidor.

O índice Nikkei registrou uma queda de 0,4%, aos 13.221,44 pontos, após um recuo de 1,6% no pregão anterior.

Os níveis de participação se mantiveram fortes, totalizando 4,36 bilhões de ações e superando a marca de 4 bilhões de ações pela nona sessão seguida. O valor total passou de 3,4 trilhões de ienes.

Desde a abertura, a ações já mostravam uma ampla e nítida queda após o forte recuo nos preços do ouro e de outras commodities na segunda-feira – em grande parte pressionados por preocupações sobre o crescimento da China. Além disso, as notícias de explosões em Boston também pesaram sobre o mercado.

O dólar caiu ante o iene abaixo dos níveis de segunda-feira logo no início da sessão.

Mais tarde, o índice entrou brevemente em terreno positivo, ajudado por uma queda intraday nos yields (retorno ao investidor) de títulos do governo japonês, também conhecidos como JGB.

O recuo nos yields assinalou uma suavização na atmosfera de aversão ao risco, estimulando uma queda do iene e, em seguida, a compra de ações, de acordo com Takako Masai, gerente geral de mercados da Shinsei Bank.


“Nós vamos ter de ver como o sentimento se sai na Europa e em Nova York antes de determinar se o otimismo para as ações continuará”, disse ela.

No fim da tarde em Tóquio, o dólar era negociado em torno de 97,58 ienes.

Entre os pesos pesados, o Softbank pesou sobre Nikkei, fechando em queda de 6,8%. O declínio ocorreu após uma notícia de que a Dish Network está fazendo uma oferta de US$ 25,5 bilhões pela Sprint Nextel, aparentemente superando a proposta do Softbank de comprar 70% da Sprint por US$ 20,1 bilhões.

Apesar da reação instintiva do mercado, os analistas em geral estavam otimistas sobre as chances de o Softbank concluir o negócio, o que seria a maior aquisição estrangeira da história japonesa.

“Sob a nova política do Banco do Japão, o capital é mais barato do que nunca, e os bancos estão dispostos a emprestar”, disse um analista de uma corretora japonesa. “Há também uma certa dúvida sobre a dívida existente da Dish, e sua capacidade de assumir a Sprint e construir a sua rede. Uma guerra de ofertas pode ocorrer, mas o Softbank está equipado para ganhar.”

Muitos exportadores fecharam em baixa. A Toyota Motor perdeu 1,6% e a Canon caiu 1,8%.

Entre as empresas de finanças, o Sumitomo Mitsui Financial Group caiu 3,4% e a Dai-ichi Life Insurance perdeu 3,6%.

A Sumitomo Metal Mining foi atingida pela fraqueza no ouro assim como em mercados de cobre, terminando o pregão em queda de 4,8%. A Osaka Titanium Technologies e a Toho Titanium também fecharam em terreno negativo, caindo 3,3% e 3,6%, respectivamente.

A Fast Retailing ajudou a evitar uma queda maior do índice Nikkei, ao subir 1,3%, assim como a KDDI, que ganhou 2,0%. As informações são da Dow Jones.