Bolsa de Tóquio fecha em queda acentuada

Em termos percentuais, a queda do Nikkei foi a sua segunda pior em 2013

Tóquio – As ações na Bolsa de Tóquio fecharam em queda acentuada nesta terça-feira, uma vez que a preocupação dos investidores sobre as eleições italianas provocou uma forte recuperação do iene, resultando na realização de lucros em ações de empresas como a Fanuc, Canon e Nikon.

O índice Nikkei caiu 2,3%, para 11.398,81 pontos, revertendo a alta de 2,4% na sessão anterior, que havia sido impulsionada pela notícia de que o governo planeja nomear Haruhiko Kuroda para o cargo de presidente do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês). Em termos percentuais, a queda do Nikkei foi a sua segunda pior em 2013.

Os níveis de participação dos investidores foram robustos, com 3,9 bilhões de ações negociadas.

As ações foram prejudicadas pelo fato de que as eleições parlamentares italianas não conduziram a nenhum vencedor claro, o que aumentou preocupações geopolíticas e pressionou o dólar e o euro para baixo.

A pressão sobre o câmbio permaneceu durante todo o pregão. Pouco após o fechamento da sessão em Tóquio, por volta das 3h, o dólar era negociado em torno da marca 92 ienes, enquanto o euro operava em cerca de 120 ienes, ambos bem abaixo dos respectivos níveis dos dias anteriores, que rodeavam 95 ienes e 125 ienes, respectivamente.

As ações que apresentaram fortes acréscimos até segunda-feira recuaram acentuadamente na sessão desta terça-feira. A Fast Retailing caiu 4,0%, enquanto a Fanuc perdeu 2,5%.


Os exportadores mais expostos na zona do euro terminaram o pregão majoritariamente em queda, com a Nikon caindo 3,4%. A Canon perdeu 1,5%.

Transportadoras superaram o mercado, com a Kawasaki Kisen avançando 6,9% e a Nippon Yusen recuando apenas 0,4%. Estes papéis foram sustentados pelo investidor individual por causa de resultados corporativos melhores e benefícios positivos de negociações sobre a Parceria Trans-Pacífico (TPP, na sigla em inglês).

As ações da Japan Tobacco terminaram em queda de 0,7%, recuperando-se das mínimas atingidas durante a sessão a divulgação de notícias de que o governo vai vender até US$ 10 bilhões de ações da JT em março. A JT disse que vai recomprar até 6,2% de suas próprias ações.

“A diluição não é um problema, uma vez que não há novas ações sendo criadas”, disse Hiroyuki Fukunaga, CEO da Investrust. “Caso aconteça algo, este acordo deve servir para expandir a base de investidores da empresa ao mesmo tempo em que aumenta a sua liquidez”.

O setor imobiliário apresentou uma das melhores performances da sessão, ajudado por avaliações positivas dos analistas sobre a esperança de mudança para a inflação, de deflação, na economia doméstica. A Mitsubishi Estate liderou o grupo com um ganho de 2,3%. As informações são da Dow Jones.