Bolsa de Tóquio fecha em alta

As expectativas sobre as novas políticas do primeiro-ministro Shinzo Abe conduziram as negociações durante as últimas semanas

Tóquio – As ações da Bolsa de Tóquio fecharam em alta, uma vez que os dados da indústria chinesa estimularam a confiança dos investidores, especialmente, em relação a grandes exportadores, como a Honda Motor, e empresas ligadas à China.

O índice Nikkei avançou 1,3%, para 10.620,87 pontos, depois de três sessões seguidas em queda. O volume de negócios manteve-se robusto, totalizando 3,27 bilhões de ações.

No início da sessão, os papéis não apresentavam uma direção clara. Os investidores estavam fazendo poucos negócios depois de uma sequência intensa de operações impulsionada por expectativas políticas no Japão, durante últimas semanas. Além disso, o decepcionante anúncio de lucros da Apple não ajudou a levantar a confiança do mercado.

Ainda assim, o índice conseguiu superar a marca de 10.400 pontos. A divulgação dos dados da China, no entanto, puxou o Nikkei para cima. As ações relacionadas à China, além de grandes exportadores japoneses, passaram a avançar na sessão.

A Komatsu fechou em alta de 2,2%, a Hitachi Construction Machinery ganhou 1,9% e a Kyocera subiu 2,9%. A Honda Motor avançou 2,0%.

As expectativas sobre as novas políticas do primeiro-ministro Shinzo Abe conduziram as negociações durante as últimas semanas. Mas, desde a reunião de política monetária do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) na terça-feira, o foco mudou para o mercado dos EUA e os resultados empresariais japoneses, disseram investidores.

Ainda assim, as expectativas sobre novos estímulos do BoJ à economia poderá ressurgir em breve, tendo em vista que a discussão sobre quem vai liderar o banco central está se intensificando. O mandato do presidente atual, Masaaki Shirakawa, expira em abril.

Na sessão desta quinta-feira, a Yaskawa Electric perdeu 4,1%, após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre depois do fechamento do mercado na quarta-feira. A JGC subiu 2,7%, depois de perder em seis das sete sessões anteriores por causa da crise dos reféns da Argélia. As informações são da Dow Jones.