Bolsa de Nova York abre em queda com foco em China e Grécia

Nova York – As bolsas nova-iorquinas começaram o primeiro dia útil da semana, após o feriado da Independência dos Estados Unidos, em queda, diante de temores em relação à Grécia e à China e de incertezas que cercam a saúde da economia norte-americana. Às 10h34, o índice Dow Jones caia 0,14%, o Nasdaq estava estável e o S&P-500 registrava perda de 0,22%.

Hoje, são destaque nos EUA os dados de encomendas à indústria do país, que saem às 11h (de Brasília). Na semana, o mercado doméstico estará de olho nos dados de emprego (payroll), que saem na sexta-feira, e na entrevista que o presidente Barack Obama dará aos internautas no Twitter.

Na Grécia, a situação segue muito delicada. Ontem, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s disse que a proposta para reduzir os termos do pagamento da dívida soberana da Grécia equivalerá a um não pagamento (default) sob os critérios da empresa. Mas no mesmo dia, a Associação Internacional de Swaps e Derivativos (ISDA, na sigla em inglês) discordou dessa avaliação. E amanhã banqueiros da zona do euro se reúnem em Paris para discutir os termos da participação dos investidores na reestruturação da dívida soberana da Grécia.

A situação da zona do euro, por sua vez, também inspira atenção especial depois de os dados de hoje mostrarem fraqueza na economia da região. Por causa da Itália e Espanha, o índice dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro caiu para 53,3 em junho, de 55,8 em maio, a maior desaceleração desde novembro de 2008, depois do colapso do Lehman Brothers. Já o volume das vendas no varejo da zona do euro caiu 1,1% em maio em comparação a abril, a maior queda mensal desde abril de 2010.

Na China, como se não bastassem as preocupações com inflação e a expectativa de mais aperto monetário, a Moody’s fez um alerta sobre a perspectiva dos ratings (notas de classificação de risco) dos bancos do país por terem subestimado a exposição deles aos governos locais em US$ 540 bilhões. Uma auditoria mostrou que os bancos financiaram cerca de US$ 1,3 trilhão da dívida dos governos locais.