Bolsa atinge a marca de 1,5 milhão de investidores

Número de inscritos cresceu em quase 700 mil desde o início do ano

São Paulo – Além dos recordes de pontuação, a bolsa brasileira também tem colecionado números inéditos de investidores. A B3 alcançou a marca de 1,5 milhão de cadastros de investidores pessoas físicas até outubro, segundo informação divulgada pelo diretor da empresa, Felipe Paiva, e confirmada pela assessoria. No final de 2018, o mercado de ações brasileiro somava 813 mil CPFs inscritos.

Com isso, o número de cadastros cresceu em quase 700 mil desde o início do ano – o que equivale a uma entrada média de 70 mil pessoas por mês.

A marca foi comemorada por gestores e agentes do mercado nas redes sociais. O mercado vem pontuando repetidas vezes sobre o momento favorável para investir em ações, mencionando a retomada econômica e o ciclo de juros cada vez mais baixos no Brasil e no exterior.

Com quase 80 mil seguidores, o sócio da gestora de recursos Alaska Asset Management, Henrique Bredda, comentou em sua conta no Twitter esperar que a bolsa atinja 3 milhões de pessoas em 2020, ponderando que esse movimento “não deve ser indolor”.

Três vezes mais investidores que há 10 anos

O aumento no número de participantes na bolsa foi o mais rápido desde 2007, quando a bolsa brasileira dobrou sua base de pequenos investidores. A quantidade atual é mais que o triplo de 10 anos atrás, quando a B3 (na época, BM&FBovespa) pouco mais de 500 mil investidores.

Como a B3 considera os cadastros em cada agente de custódia, o cálculo pode contabilizar o mesmo investidor mais de uma vez, caso ele tenha conta em mais de uma corretora.

O volume aplicado na Bolsa por pequenos investidores até setembro somava 284 bilhões de reais, dos quais quase 80% estavam em posse de cadastrados com mais de 45 anos de idade. Do total de investidores pessoas física cadastrados na B3, 77% eram do sexo masculino até o mês passado.