Bolsa abre em alta e mantém tom positivo em meio a giro fraco sem NY

Aqui, às 10h58, o Ibovespa subia 0,40%, aos 88.966,49 pontos; na terça, havia fechado em queda

São Paulo – O Índice Bovespa abriu em alta e mantém essa trajetória na manhã desta quarta-feira, 5. As informações sobre o plano de negócios da Petrobras ajudaram na melhora do tom nos primeiros negócios aqui em relação ao registrado na véspera. Mas o volume negociado é limitado pelo fechamento de Nova York nesta quarta em razão do luto pela morte do ex-presidente George H. W. Bush nos Estados Unidos.

Apesar de os índices à vista em Wall Street não operarem, há poucos negócios no mercado futuro. Os futuros do Dow Jones e S&P 500 apontam para cima e dão uma contribuição positiva para o Ibovespa, segundo operadores. A negociação lá será retomada na quinta-feira.

Aqui, às 10h58, o Ibovespa subia 0,40%, aos 88.966,49 pontos. Na terça, havia fechado em queda.

A dinâmica positiva da bolsa brasileira ocorre mesmo em meio a noticiário considerado desfavorável, afirmam operadores, citando a votação do projeto de lei que destrava o megaleilão de áreas do pré-sal que deve ficar para 2019 e a possibilidade de fatiamento da reforma previdenciária. “Essa reforma não é a que o mercado quer, mas surpreendentemente, a Bolsa sobe”, diz um analista.

“A alta da Bolsa segue muito mais o futuro do S&P500 do que o mercado europeu no negativo e as notícias domésticas, nada positivas para reforma da Previdência e para a cessão onerosa”, afirma em análise a clientes o economista Pedro Paulo Silveira, da Nova Futura.

O analista acredita que pode ser “possível que esses dois eventos já tenham sido precificados nos pregões anteriores, aliviando a pressão sobre todos os ativos domésticos. Mas a reação do mercado ainda pode estar subdimensionada.”

A ação PN da Petrobras, que iniciou o pregão com avanço de perto de 0,50%, perdia força e virava, com 0,55% às 10h59, acompanhando a queda do petróleo Brent no mercado internacional. Conforme analistas, há dúvidas sobre a disposição de grandes produtores de cortarem sua oferta.