Bolsa: +1,89%; Dólar a 3,06 reais…

Trump sob suspeita 

Promotores e investigadores do Ministério Público Federal do Rio investigam o fundo FIP LSH, dono de hotel na Tijuca que até dezembro de 2016 era um empreendimento feito em sociedade com Trump Organization, conglomerado que pertence ao presidente americano. Segundo as investigações, reveladas pela agência Bloomberg, o fundo é suspeito de ter realizado subornos a dois fundos de pensão estatais no valor de 41 milhões de dólares. A Trump Organization abandonou o negócio antes de Donald Trump assumir a presidência, sob alegações de que se tratava de “faxina normal”, por atrasos no projeto. Os investigadores querem saber se a Trump Organization lucrou “por meio de pagamento ilícito de comissões e propinas” aos fundos de pensão, de acordo com documentos judiciais. A Trump Organization e seus executivos não alvo da investigação. O acordo com o fundo FIP LSH foi negociado por Donald Trump Jr. e Ivanka Trump, filhos do presidente americano. O LSH Barra Hotel, atual nome do empreendimento, afirma que a decisão das organizações Trump de deixar o negócio não está relacionada com as investigações, embora a reportagem da Bloomberg afirma que pode haver uma causalidade na decisão.

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Queda do dólar continua

O dólar voltou a cair nesta quarta-feira, 0,94%, cotado a 3,0670 reais na venda, o menor patamar da moeda desde 18 de junho de 2015. No pregão de terça-feira, a divisa já havia caído e fechado no patamar de 3,10 reais. A queda foi impulsionada pelo movimento do Banco Central, que voltou a operar no câmbio através da venda de dólares. Os investidores estão otimistas com reformas da presidência, como a da previdência, e com a expectativa do ingresso de novos recursos estrangeiros no país.

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Maior desde 2011

Após a queda da terça-feira, o Ibovespa voltou a subir e fechou com alta de 1,89%, em 67.975 pontos, o maior patamar desde o dia 1º de março de 2011. A alta foi impulsionada por ações vinculadas ao dólar, que caiu quase 1%. Com a queda da moeda, diversas empresas que detinham dívidas em dólar dispararam no índice. Destaque para a alta da elétrica Cemig, a maior do dia, 6,93%, e para a da siderúrgica CSN, 1,85%. As ações ordinárias da mineradora Vale caíram 1,69%, uma das maiores baixas do dia, seguindo o movimento do minério de ferro, que fechou em queda de 0,72%. A exportadora e petroquímica Braskem caiu 3,16%.

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Gol voa

Fora do Ibovespa, as ações da companhia aérea Gol subiram 6,56%, também por causa da baixa do dólar, moeda em que a empresa tem dívidas. A isso se somaram notícias sobre um acordo de arrendamento de cinco aeronaves com a irlandesa Awas, num contrato de 550 milhões de dólares. A Gol também fechou parceria com a panamenha Copa Airlines para a compra em seus canais de venda de sete novos trechos. Estão disponíveis operações diretas e novas conexões com saída das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Brasília, Manaus e Recife.

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Nova oferta das Americanas

A rede varejista Lojas Americanas contratou os bancos Itaú, Santander, JP Morgan e Banco do Brasil para realizar uma nova oferta de ações, segundo noticiou a Bloomberg. A oferta deve ser liderada pelo banco Credit Suisse, contratado no dia 3 de fevereiro para operações de estrutura de capital. O dinheiro da nova oferta deve ser usado pela empresa em aquisições — especula-se que da BR Distribuidora da Petrobras ou da varejista eletrônica Via Varejo. As ações caíram 3,57%, a maior queda do dia no Ibovespa.

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Desapega bastante

A plataforma de market place OLX movimentou 81,9 bilhões de reais em 2016 em suas operações no Brasil. O valor é 18% maior do que o registrado em 2015, segundo a empresa. As vendas de produtos tiveram alta de 90%, para 24,6 milhões de produtos negociados. Nas categorias de carros e imóveis os aumentos foram grandes, 44% e 50%, respectivamente, para 3,3 milhões de automóveis e 933.500 imóveis. Para 2017, a OLX planeja continuar crescendo e aumentar mais de 50% o número de pessoas vendendo no site e no aplicativo.

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Serviços em queda

O setor de serviços fechou 2016 com baixa de 5%, a maior perda já registrada na série histórica do IBGE, iniciada em 2012. O aumento de 0,6% em relação a novembro não foi suficiente para contornar um ano ruim. A alta de dezembro foi puxada por um crescimento no setor de transporte (0,4%) e no de serviços prestados às famílias (2%), em comparação com o mês anterior.