Bolsa 0,95%; IPO do Carrefour…

Bolsa: 0,95%

O Ibovespa teve sua segunda alta seguida nesta quarta-feira e fechou com ganhos de 0,95%. Para analistas, a alta foi motivada por ações que ficaram baratas nos últimos dias, com as perdas após a delação de executivos da JBS. Entre as maiores altas estão as ações preferenciais da companhia de energia elétrica Eletrobras, as quais subiram 7,1%, e as ordinárias, com alta de 6,13%. Entre os papéis mais negociados estão os preferenciais da Petrobras, que subiram 3,41%, enquanto os preferenciais da mineradora Vale caíram 2,03%. O dia foi positivo para as ações da companhia de alimentos JBS, que subiram 2,14%. Apesar da alta, o Ibovespa ainda acumula perdas de 6,3% desde a última quinta-feira.

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Mais um aporte na 99

A startup de mobilidade urbana 99, antiga 99 Táxi, anunciou nesta quarta-feira ter recebido um aporte de 100 milhões de dólares da companhia de tecnologia japonesa SoftBank. O aporte foi antecipado na última edição da revista EXAME, na coluna Primeiro Lugar. Em janeiro, a startup já havia levantado outros 100 milhões de dólares numa rodada liderada pelo fundo americano Riverwood e pela concorrente chinesa Didi Chuxing. O aporte era previsto, mas não tão rápido assim. Além da concorrência com o aplicativo americano Uber, outro rival do setor, a Cabify anunciou recentemente investimentos de 200 milhões de dólares no país.

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IPO do Atacadão

O Atacadão, que reúne as atividades do grupo varejista francês Carrefour no Brasil, protocolou prospecto preliminar com seu pedido de oferta pública inicial de ações (IPO) à Comissão de Valores Mobiliários. Segundo informações da empresa, a intenção é lançar os papéis no segmento Novo Mercado da Bolsa, que tem regras de governança mais rígidas e exige que a companhia tenha, por exemplo, somente ações com direito a voto em circulação. Serão usados para pagar empréstimos entre as empresas do grupo, liquidar posições de swap detidas pela companhia com o objetivo de diminuir a exposição cambial e reforçar o capital de giro.

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CVM suspende Hopi Hari

Em meio ao processo de recuperação judicial da companhia Hopi Hari, dona do parque com o mesmo nome, a Comissão de Valores Mobiliários suspendeu o registro da empresa. O motivo é a alegação de que a empresa desrespeita a regra que a obriga a prestar informações à autarquia. Outras duas empresas, BI Cia. Securitizadora de Créditos Imobiliários e Buettner S.A. Ind. e Comércio, também tiveram o registro suspenso.

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Esteves faz delação?

As ações do banco BTG Pactual tiveram uma queda brusca depois das 16 horas e, na mínima do dia, recuaram mais de 11%. O motivo: o site o Antagonista noticiou que André Esteves, ex-presidente do banco, estaria concluindo o processo de delação premiada. No fim, as ações do BTG fecharam com perdas de 4,8%. Após o fechamento do pregão, o Valor Econômico publicou notícia afirmando que o advogado de Esteves, Antonio Carlos de Almeida Castro, negou a negociação de delação premiada. O sócio do BTG é réu em ação penal na 10ª Vara Federal Criminal, acusado de tentativa de obstrução à Operação Lava-Jato.

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BNDES e Caixa perdem com JBS

A queda de 42,9% das ações da companhia de alimentos JBS no ano representou perda de 3,45 bilhões de reais para o BNDES e para a Caixa Econômica Federal. Levantamento da consultoria Economatica mostra a evolução da participação do BNDES e da Caixa na JBS desde 2007. A fatia de ambos os bancos na empresa controlada pelos irmãos Wesley e Joesley Batista aumentou de 12,95%, em 2007, para 26,24%, neste ano. O BNDES tinha, em 2016, participação direta em 28 empresas, totalizando 53,7 bilhões de reais. Na última terça-feira, o valor recuou para 48,5 bilhões de reais. A maior perda do BNDES foi com a JBS: queda de 2,8 bilhões de reais. A segunda maior perda do banco, de 2,5 bilhões, foi com a Petrobras. Na Caixa, a maior queda de investimentos também foi na JBS: 647,4 milhões de reais.
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Dívida avança

A dívida pública federal cresceu 0,32% em abril, na comparação com março, e alcançou 3,245 trilhões de reais. Foi o terceiro mês consecutivo de alta. Mesmo assim, o valor permanece abaixo da faixa de 3,45 trilhões a 3,65 trilhões de reais estabelecida pelo Tesouro para o estoque da dívida em 2017.