BofA renova pessimismo com OGX e reitera R$ 0,10 por ação

Analistas projetam queda adicional de 85% às ações da petrolífera de Eike Batista

São Paulo – O Bank of America Merrill Lynch renovou suas preocupações com o desempenho das ações da OGX (OGXP3) em recente relatório. Os analistas Frank McGann e Conrado Vegner destacam as fortes pressões de curto prazo que a companhia enfrenta, devido aos poucos recursos disponíveis em caixa.

Outra fonte de preocupação citada é a possibilidade de o recebimento de receitas da venda de participação de 40% em Tubarão Martelo serem condicionadas pela Petronas à reestruturação da dívida da OGX – o dinheiro é fundamental para a petroleira de Eike mantenha a integridade de seu balanço, segundo o os analistas.

A OGX está enfrentando dificuldades para vender uma fatia em blocos de petróleo para a malaia Petronas, uma das maiores companhias de petróleo da Ásia, que espera uma reestruturação da dívida da petroleira de Eike Batista para prosseguir com o negócio.

A recomendação do Bank of America para a ação é de underperform (desempenho abaixo da média do mercado). O banco manteve o preço alvo para a ação em 0,10 centavos de real, um potencial de desvalorização de mais 85%.

Ontem, a OGX comunicou ao mercado que desistiu de nove blocos da 11ª rodada. Pela desistência, a empresa deverá arcar com o pagamento de uma penalidade no valor estimado de 3,420 milhões de reais. A medida é reflexo do novo plano de negócios da OGX, criado após os problemas da empresa no desenvolvimento dos campos Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia.

No acumulado de 2013, as ações da OGX amargam forte queda de 84%, enquanto o Ibovespa, principal referência da bolsa brasileira, cai 17%.