BC atua logo cedo e sustenta dólar acima de R$ 2,02

Ao fim da sessão desta quinta-feira o dólar à vista mostrou baixa de 0,05% no balcão, cotado a R$ 2,026

São Paulo – Poucos minutos após a abertura do dólar no balcão, o Banco Central (BC) anunciou uma nova intervenção no mercado de câmbio e deu o tom dos negócios para o restante do dia. O leilão de swap cambial reverso promovido pelo BC, que equivale à compra de dólares no mercado futuro, sustentou a moeda no mercado à vista de balcão, impedindo baixas maiores no início do dia, quando o dólar era pressionado no exterior. À tarde, a moeda ficou congelada ante o real até o fechamento.

Ao fim da sessão desta quinta-feira o dólar à vista mostrou baixa de 0,05% no balcão, cotado a R$ 2,026. Na cotação mínima do dia, a moeda marcou R$ 2,025 e, na máxima, atingiu R$ 2,027. Pouco depois das 16h30, o giro financeiro somava US$ 1,715 bilhão (US$ 1,633 bilhão em D+2). Na BM&F, a moeda à vista fechou em baixa de 0,06%, a R$ 2,0253, com 18 negócios. Às 16h44, o dólar para novembro de 2012 estava cotado a R$ 2,028, estável.

O viés de baixa para o dólar verificado no exterior no início do dia fez o Banco Central agir rapidamente. A autoridade monetária vendeu 28.300 contratos de swap cambial reverso com vencimentos em 3/12/2012 e 2/1/2013, em um total financeiro de US$ 1,413 bilhão. O resultado representou a venda de 94,3% da oferta de até 30 mil contratos.

Profissionais ouvidos pela Agência Estado afirmaram que a atuação do Banco Central impediu a queda maior do dólar e praticamente definiu os negócios para o restante do dia.

“Quando o dólar se aproxima de R$ 2,02, o Banco Central entra (no mercado). E embora o Brasil formalmente não use mais o sistema de banda cambial, existe uma banda muito bem definida entre R$ 2,00 e R$ 2,10”, comentou o gerente de câmbio da TOV Corretora, Fernando Bergallo.

“A oscilação que tem havido atualmente é uma variação do momento, do próprio mercado porque o BC interfere quando a moeda ameaça cair e vai continuar intervindo”, completou o gestor da área câmbio da corretora Socopa, Paulo Fujisaki, para quem o governo trabalha com uma banda entre R$ 2,02 e R$ 2,05. “A prioridade do governo, na verdade, é garantir que a volatilidade não volte. E o dólar oscile dentro deste padrão.”

Perto do fim da sessão, fontes do mercado informaram que a Caixa Econômica Federal fará sua primeira emissão externa, com colocação de US$ 1 bilhão em bônus com vencimento em cinco anos e de US$ 500 milhões em bônus com vencimento em cinco anos, em um total de US$ 1,5 bilhão. Apesar disso, a moeda americana seguiu congelada ante o real no balcão.