Barganhas e balanços ajudam bolsas, euro sobe

Mercados em alta surgem depois de queda nas commodities ontem. Investidores buscam oportunidades em ativos de risco

São Paulo – A busca por oportunidades em ativos de risco explicava ganhos em mercados acionários globais nesta quarta-feira, após quedas razoáveis nas commodities em meio a desmontes de posições contaminarem a cena financeira na véspera. Também a expectativa para a temporada de balanços pautava os negócios, com expectativas positivas para o resultados do JPMorgan previstos para esta sessão.

O contrato futuro do norte-americano S&P-500 subia 0,54 por cento –7 pontos– às 7h45, sugerindo abertura positiva para uma jornada que inclui ainda números sobre as vendas no varejo dos Estados Unidos. Ainda, o presidente dos EUA, Barack Obama, deve defender impostos mais elevados aos ricos e mudanças nos planos de previdência e saúde do governo em discurso no qual deve explicar sua visão para lidar com o déficit e a dívida de longo prazo norte-americana às 14h35.

Na Europa, o FTSEurofirst 300 avançava 0,60 por cento. A Eurostat informou nesta sessão que a produção industrial da zona do euro cresceu 0,4 por cento em fevereiro em relação a janeiro. Economistas consultados pela Reuters estimavam expansão de 0,7 por cento. Foi o quinto mês consecutivo de crescimento na comparação mensal. Na comparação com fevereiro de 2010, houve alta de 7,3 por cento. A previsão era de aumento de 7,8 por cento.

Em Tóquio, o Nikkei recuperou-se e fechou o dia com acréscimo de 0,90 por cento.

O índice da bolsa de Xangai aumentou 0,96 por cento. Da China, a agência oficial Xinhua informou que governo chinês usará todos os meios para estabilizar preços e trazer a inflação para níveis administráveis, após uma reunião de gabinete. O governo não irá relaxar suas políticas de aperto para o setor imobiliário, de acordo com a Xinhua.

O MSCI para ações globais registrava alta de 0,37 por cento e para emergentes, de 0,71 por cento. O MSCI de ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão ganhava 1,08 por cento.

No segmento cambial, o índice DXY, que mede o valor do dólar ante uma cesta com as principais moedas globais, oscilava ao redor da estabilidade, com variação negativa de 0,09%. O euro valorizava-se 0,25 por cento, a 1,4515 dólar. Em relação à divisa japonesa, o dólar apreciava-se 0,48 por cento, a 84,06 ienes. Desse modo, o petróleo subia 0,24 por cento, a 106,51 dólares, nas operações eletrônicas em Nova York.

A cena doméstica destaca nesta quarta-feira o índice de atividade calculado pelo Banco Central, o IBC-Br, mais um indicador importante a mostrar se as medidas macroprudenciais estão tendo efeito sobre a economia doméstica. A divulgação anterior trouxe desconforto justamente por mostrar aceleração ante o mês anterior ao invés de arrefecimento.