Bancos têm quinta-feira sombria na Bolsa após Trump e balanços

Ações do Bradesco chegaram a cair quase 10%. Itaú, Banco do Brasil e Santander também registravam perdas no dia

São Paulo — A quinta-feira é cinza para os bancos listados na Bovespa. Ainda sob o efeito Trump, os papéis das instituições financeiras despencaram até cerca de 10%. Pesava também a divulgação de resultados financeiros do 3° trimestre.

O Bradesco é quem registra as maiores perdas entre os bancos. No dia, os papéis preferenciais caíram quase 10% e chegaram a ser negociados a 28,82 reais cada um. Já as ações ordinárias recuaram cerca de 9% e eram cotadas a 27,97 reais cada uma, na mínima.

Antes da abertura do pregão, o Bradesco informou ter lucro líquido contábil de 3,236 bilhões de reais no terceiro trimestre do ano — 21,7% menos do que obteve no trimestre anterior e 21,5% menos do que o registrado um ano antes.

O Banco do Brasil também era penalizado. As ações ordinárias da companhia recuaram cerca de 7% e eram cotadas a 25,40 reais, na mínima do dia.

O banco também divulgou seu lucro líquido do terceiro trimestre: 2,25 bilhões de reais. O montante é 8,9% menor do que o trimestre anterior e 26,6% menor do que o registrado de julho a setembro de 2015.

Já as ações do Itaú chegaram a recuar 6,4% no dia e eram negociadas a 34,57 reais cada uma, na mínima da sessão. Ontem, o banco informou que Roberto Setubal deixará a presidência da companhia. Em seu lugar, assumirá Candido Brecher.

As units do Santander também registravam perdas. Elas chegaram a cair 4,7% e eram cotadas a 25,08 reais cada uma, na mínima.

No ano

Apesar da queda de hoje, as instituições financeiras estão entre as 10 companhias que mais ganharam no ano na Bolsa.

Até o final de outubro, o Itaú ganhou 83,33 bilhões de reais em valor de mercado. O Bradesco também viu seu valor de mercado aumentar pouco mais de 80 bilhões de reais.

Já o Banco do Brasil teve um acréscimo de 40,4 bilhões de reais, enquanto o Santander ficou 39,7 bilhões de reais mais valioso.