Bancos foram os que mais perderam valor na Bolsa em fevereiro

Levantamento da Economatica mostra quais foram as empresas que tiveram as maiores perdas em valores

São Paulo – No mês de fevereiro, os bancos foram os que mais perderam em valor de mercado. É o que aponta um levantamento realizado pela Economatica, provedora de informações financeiras, a pedido do site EXAME.

O Itaú Unibanco foi o que teve a maior queda registrada, de R$ 25 bilhões de reais. Com isso, o banco terminou com valor de mercado estimado em R$ 322,02 bilhões de reais.

O Bradesco aparece em segundo lugar no ranking, com perdas de quase R$ 13 bilhões de reais. Na sequência, está o Santander com perdas de R$ 10 bilhões. Confira tabela abaixo:

Empresa Valor de mercado em janeiro Valor de mercado em fevereiro Quanto perdeu em valor de mercado
Itaú Unibanco R$ 347,65 bilhões R$ 322,02 bilhões R$ 25,63 bilhões
Bradesco R$ 286,18 bilhões R$ 273,73 bilhões R$ 12,44 bilhões
Santander R$ 179,30 bilhões R$ 168,65 bilhões R$ 10,65 bilhões
BB Seguridade R$ 62,01 bilhões R$ 54,50 bilhões R$ 7,50 bilhões
JBS R$ 40,94 bilhões R$ 36,43 bilhões R$ 4,50 bilhões
Ambev R$ 275,27 bilhões R$ 270,87 bilhões R$ 4,40 bilhões
Banco do Brasil R$ 144,45 bilhões R$ 140,94 bilhões R$ 3,51 bilhões
Hypera R$ 20,13 bilhões R$ 17,00 bilhões R$ 3,12 bilhões
Cielo R$ 32,40 bilhões R$ 29,50 bilhões R$ 2,90 bilhões
Sabesp R$ 29,64 bilhões R$ 26,89 bilhões R$ 2,74 bilhões
Petrobras R$ 31,04 bilhões R$ 28,48 bilhões R$ 2,56 bilhões
BRF R$ 19,10 bilhões R$ 16,69 bilhões R$ 2,41 bilhões
Ultrapar R$ 31,06 bilhões R$ 29 bilhões R$ 2,05 bilhões
CPFL Energia R$ 33,18 bilhões R$ 31,24 bilhões R$ 1,94 bilhão
Via Varejo R$ 7,76 bilhões R$ 5,92 bilhões R$ 1,83 bilhão
Lojas Renner R$ 32,66 bilhões R$ 31,07 bilhões R$ 1,51 bilhão
Lojas Americanas R$ 30,75 bilhões R$ 29,17 bilhões R$ 1,57 bilhão
TIM R$ 30,01 bilhões R$ 28,60 bilhões R$ 1,40 bilhão
CCR R$ 30,05 bilhões R$ 28,74 bilhões R$ 1,31 bilhão
Sul América R$ 13,89 bilhões R$ 12,63 bilhões R$ 1,2 bilhão

Ibovespa

A Bolsa acumulou queda de quase 2% no mês de fevereiro. O principal índice da Bolsa iniciou o mês aos 98 mil pontos e terminou com 95 mil pontos.  O investidores iniciaram otimistas acompanhando a entrega da reforma da Previdência pelas mãos do presidente Jair Bolsonaro. E terminaram receosos com as declarações feitas por ele, de que está disposto a realizar algumas mudanças no texto base da proposta.

Em relatório divulgado, a equipe econômica da corretora H.Commcor destacou que Bolsonaro começar a admitir que há “gordura para queimar” no atual texto da reforma da Previdência não é segredo nem novidade, mas incomodou aos analistas a antecipação da postura de negociação mesmo antes da CCJ da PEC.  “O que indicaria relativa fraqueza do governo na tarefa de entregar uma reforma dura e efetiva.”