Banco Brascan recomenda compra de ações da Tenda

Para instituição, apesar da instabilidade no mercado, papéis têm potencial de alta de 246% em 2008

 corretora do Banco Brascan vê boas oportunidades de lucro para quem investir em ações da construtora Tenda neste ano. Em relatório divulgado nesta sexta-feira (11/4), a instituição aponta potencial de alta de 246% para os papéis da companhia, que podem chegar ao final do ano cotados a 27,50 reais.

Apesar da instabilidade dos últimos meses na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e da incerteza sobre quando as ações de small caps (empresas com valor de mercado abaixo de 5 milhões de reais) voltarão ao azul, a corretora destaca os bons fundamentos da companhia e o cenário promissor do setor imobiliário para justificar suas projeções. Segundo a Brascan, a Tenda está estrategicamente posicionada para suprir as necessidades do segmento de baixa renda, considerado um dos mais atrativos do setor imobiliário por concentrar cerca de 90% do déficit habitacional brasileiro, atualmente de 8 milhões de moradias. A empresa vem apresentando crescimento acelerado em seu volume de lançamentos, graças aos recursos obtidos com a abertura de capital promovida no ano passado.

As boas perspectivas garantiram às ações da Tenda uma valorização de 14% em apenas dois meses e meio de negociações – do IPO (sigla em inglês para oferta pública inicial), ocorrido em outubro do ano passado, até dezembro. Com a volatilidade da Bolsa nos últimos meses, no entanto, o papel recuou a valor abaixo de seu preço de estréia (9 reais), fechando o pregão desta quinta-feira (10/4) a 7,95 reais. Às 12h59, era negociado a 8,17 reais na Bovespa, em alta de 2,76%.

A companhia, no entanto, está correspondendo às expectativas do mercado. Cerca de 60% dos seus lançamentos são vendidos após seis meses do lançamento – número considerado bom pela Brascan. Seu modelo operacional permite gastos enxutos e remuneração atrelada à performance, garantindo maior eficiência na relação despesas / receita. Em 2007, as despesas comerciais equivaleram a 4,5% das vendas, percentual abaixo da média do setor. Além disso, as trocas e distratos estão em queda, evidenciando melhor qualidade e controle interno.

Quem decidir aplicar na companhia, no entanto, deve ficar atento também aos riscos. Os papéis contam com baixa liquidez, o que o torna ainda mais instável. Uma forte saída de capital estrangeiro da bolsa pode provocar significativa perda de valor das ações rapidamente.

Além disso, há os riscos do setor, como o aumento de custos da construção e mudanças nas condições de financiamento imobiliário.

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