Balanços e BCE impulsionam maioria das bolsas europeias

O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou a sessão em alta de 0,27%, a 341,89 pontos, seu maior nível desde janeiro de 2008

São Paulo – As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira, 13, impulsionadas por balanços positivos de grandes empresas, como ThyssenKrupp e Airbus, e pela esperança de que o Banco Central Europeu (BCE) adote medidas adicionais de estímulo no próximo mês.

A principal exceção foi o mercado de Milão, que recuou após o fraco desempenho da Telecom Italia no primeiro trimestre.

O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou a sessão em alta de 0,27%, a 341,89 pontos, seu maior nível desde janeiro de 2008.

Os informes trimestrais da ThyssenKrupp e Airbus agradaram os investidores.

Entre janeiro e março, o conglomerado alemão teve lucro líquido de 271 milhões de euros, revertendo perdas de um ano antes e superando a previsão dos analistas, de ganho de 84 milhões de euros.

A fabricante de aviões, por sua vez, teve lucro atribuível aos acionistas de 439 milhões de euros no período, com aumento anual de 93%.

Com isso, ThyssenKrupp saltou 3,85% em Frankfurt e Airbus disparou quase 6,2% em Paris.

A Telecom Italia, por outro lado, divulgou lucro 39% menor nos primeiros três meses do ano do que no mesmo intervalo de 2013, de 222 milhões de euros.

No fim do pregão, os papéis da companhia de telecomunicações italiana registraram queda robusta de 5,19%.

Além do noticiário corporativo, as principais bolsas da Europa foram influenciadas pela notícia de que o Banco Central da Alemanha (Bundesbank) estaria disposto a apoiar novas ações de estímulo na reunião do BCE em junho, desde que as projeções da instituição para a inflação da zona do euro em 2016 sejam reduzidas.

Na semana passada, o presidente do BCE, Mario Draghi, sinalizou a possibilidade de ampliar a acomodação monetária no mês que vem.

Os ganhos dos mercados europeus, porém, foram contidos por alguns fatores negativos.

Na Alemanha, o índice ZEW de expectativas econômicas, dado acompanhado de perto por investidores europeus, caiu para 33,1 em maio, de 43,2 em abril, contrariando previsão de queda menor, a 41,0.

Já na China, os últimos dados de produção industrial e de vendas no varejo vieram aquém do esperado, alimentando temores sobre o desempenho da segunda maior economia do mundo.

Nos EUA, o setor varejista também deixou a desejar em abril, com alta mais fraca que a estimada nas vendas. Além disso, a crise da Ucrânia continua no radar, após regiões do leste do país terem aprovado sua soberania em referendos no fim de semana e novos episódios de violência.

Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 mostrou ganho de 0,31%, a 6.873,08 pontos. Em Paris, com a ajuda da Airbus, o CAC 40 avançou 0,25%, a 4.505,02 pontos.

No mercado alemão, o índice DAX, de Frankfurt, subiu 0,54%, ao nível recorde de 9.754,43 pontos, sustentado pela ThyssenKrupp e apesar do índice ZEW. Em Madri, o IBEX 35 terminou o dia em alta de 0,19%, a 10.587,20 pontos, após uma sessão volátil.

Pressionado pela Telecom Italia, o índice FTSE Mib, da Bolsa de Milão, caiu 1,11%, a 21.255,99 pontos.

Em Lisboa, o PSI 20 recuou 0,73%, a 7.322,28 pontos, após a desvalorização de bancos como BCP (-2,4%) e BES (-2,01%) e da empresa de energia elétrica EDP (-0,94%). Com informações da Dow Jones Newswires.