Azul decola na Bolsa após acordo para adquirir ativos da Avianca Brasil

A Azul assinou uma proposta não vinculante no valor de 105 milhões de dólares para a aquisição de certos ativos da Avianca Brasil

São Paulo – As ações da Azul registravam valorização de 7,15% na manhã desta segunda-feira. Por volta das 11h, os papéis eram negociados na casa dos R$ 39.  

Hoje pela manhã, a companhia aérea informou que assinou uma proposta não vinculante no valor de 105 milhões de dólares para a aquisição de certos ativos da Avianca Brasil por meio de uma Unidade Produtiva Isolada (UPI).

De acordo com fato relevante, a UPI incluirá ativos selecionados pela Azul como o certificado de operador aéreo da Avianca Brasil, 70 pares de slots e aproximadamente 30 aeronaves Airbus A320.

Em relatório enviado a clientes, a corretora Guide Investimentos afirmou que com a aquisição, a Azul aumentará sua presença no mercado nacional, com destaque para a possibilidade de entrar de vez no Aeroporto de Congonhas, dando maior competitividade à companhia.

“A Azul está se beneficiando do plano de transformação de frota e seguimos otimistas com a empresa. Destacamos sua malha aérea diferenciada; alianças globais estratégicas (especialmente com a United Airlines) e potencial IPO de seu programa de fidelidade Tudo Azul, detido pela empresa, que pode destravar valor no médio prazo.”

A Avianca Brasil pediu recuperação judicial em dezembro e contratou em janeiro a consultoria Galeazzi & Associados para ajudar a encontrar recursos e eventualmente um comprador. Os principais credores da companhia aérea são as empresas de leasing de aviões Aircastle e GE Capital Aviation Services.

Entre o fim de 2016 e setembro de 2018, os passivos da Avianca Brasil para firmas de leasing quintuplicaram para 415 milhões de reais, de acordo com as demonstrações financeiras da empresa.

Em nota enviado ao site EXAME, a Avianca Brasil esclareceu que a notícia divulgada fala sobre uma intenção de compra, por parte da Azul Linhas Aéreas, de uma UPI (Unidade Produtiva Isolada) que será criada pela Avianca Brasil, e cuja estrutura ainda será definida. A empresa reforça que nenhuma venda foi concretizada. A companhia esclarece também que o número exato de aeronaves e de slots que irá compor esta nova empresa está em processo de definição. Além disso, acrescentou que o acordo assinado prevê um DIP Financing, empréstimo com caráter de investimento prévio, para que possa manter sua operação até a realização do leilão de venda da UPI, que será agendado pela 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo.