Ativa projeta melhora nas margens da PDG e recomenda a compra das ações

Evolução na entrega dos projetos da Agre, que têm rentabilidade inferior, deve melhorar as margens da empresa, diz analista

São Paulo – Considerada a maior incorporadora de capital aberto do mercado brasileiro, a PDG (PDGR3) ganhou uma nova avaliação da Ativa Corretora. O relatório assinado pelo analista Armando Halfeld elevou o preço-alvo das ações ordinárias da companhia de 12,72 reais para 13,50 reais para dezembro de 2011. Tendo em vista o “atrativo” potencial de valorização de 39%, a recomendação dos papéis foi mantida em compra.

“Acreditamos que a PDG é uma das empresas mais preparadas para aproveitar o bom momento do setor, devido ao seu porte superior, com vasta presença nacional e ganhos de escala significativos”, avalia Halfeld. Os lançamentos esperados para 2011 são da ordem de 9 bilhões de reais, ponto mínimo da meta projetada pela companhia.

Para Halfeld, à medida que os projetos antigos da Agre, que possuem rentabilidade inferior aos da PDG, sejam entregues, as margens da empresa vão melhorar. Em maio do ano passado, a PDG chegou a um acordo de troca de ações para assumir o controle de sua então rival Agre. A transação foi avaliada em 2,43 bilhões de reais, criando a maior empresa do setor imobiliário do país.

Selic não preocupa

A alta na taxa básica de juro (Selic) pouco tem afetado o crédito imobiliário, já que o mesmo é indexado à TR (taxa referencial), conforme destaca o relatório. “No entanto, observamos nas últimas semanas um ambiente que precifica a menor elevação de juros do que inicialmente projetada para este ano, dado o cenário no qual o Banco Central aponta para convergência do IPCA à meta em 2012”, lembra Halfeld.

Os economistas do mercado financeiro elevaram novamente nesta segunda-feira (11) as projeções para a inflação oficial neste ano, de 6,02% para 6,26%, se aproximando do teto da meta (6,50%). Para 2012, no entanto, a expectativa do mercado para a inflação é de 5%, estimativa que se manteve neste último relatório Focus. A projeção para a Selic, que há um mês estava em 12,50% ao ano, já caiu para 12,25% e tem se mantido assim nas últimas duas semanas.

Impulso nas ações

A possível elevação do teto dos atuais 500 mil reais para uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) no crédito imobiliário poderia beneficiar as ações do setor, segundo a Halfeld. “É mais provável que este anúncio ocorra no segundo semestre deste ano. O impacto seria bem significativo, pois ainda não está precificado nos atuais patamares de preço das incorporadoras”, diz Halfeld.

Outro fator que também deve ser monitorado de perto pelos investidores é a aprovação no Congresso do programa “Minha Casa, Minha Vida 2”. No entanto, o impacto não seria amplamente significativo, já que boa parte dele já está no preço. Nos últimos 12 meses, as ações ordinárias da PDG registram valorização de 32,5%. Já em 2011, amargam o terreno negativo, com queda de 4%.