Ata do Fed reduz avanço do dólar no fim da sessão

O dólar à vista fechou a R$ 2,020 no mercado de balcão, com alta de 0,15%

São Paulo – O dólar manteve-se em alta nesta quarta-feira, acompanhando o desempenho da moeda norte-americana no exterior, em um ambiente de maior aversão ao risco em grande parte do dia. A magnitude do avanço, porém, foi reduzida após a divulgação da ata do Federal Reserve. A divulgação do documento reduziu a alta da divisa norte-americana, ou inverteu o sinal para declínio, ante inúmeras moedas de elevada correlação com os preços das commodities.

Com a alta do dólar, o Banco Central ficou ausente do mercado de câmbio durante a sessão. Na terça-feira o BC fez leilão de swap cambial reverso, operação equivalente à compra de dólares no mercado futuro. A percepção de operadores é de que novos leilões devem estar a caminho se a moeda norte-americana voltar a ceder ante o real.

Logo após a divulgação da ata do Fed, o euro atingiu a máxima ante o dólar. O movimento do dólar ante uma gama de moedas ocorreu depois que a divulgação da ata da reunião realizada nos dias 31 e 1º de agosto mostrou a visão de muitos membros do Comitê em favor de relaxamento quantitativo adicional.


Tais indicações contribuem para a percepção de que uma sinalização sobre estímulos adicionais pode surgir no simpósio de Jackson Hole, em Wyoming, agendado para o final do mês. Analistas lembram que o chairman Ben Bernanke utilizou o simpósio para indicar relaxamento quantitativo anterior. A próxima reunião de política monetária do Fed está agendada para os dias 12 e 13 de setembro.

O dólar à vista fechou a R$ 2,020 no mercado de balcão, com alta de 0,15% . Na máxima, o dólar foi a R$ 2,023 e bateu R$ 2,016 na mínima. Na BM&F, a moeda spot fechou em R$ 2,019, com alta de 0,08%.

No mercado doméstico, o IBGE divulgou o IPCA-15 de agosto. Operadores destacam, porém, o movimento do dólar foi essencialmente conduzido pelo ambiente externo.

Dados do BC apontam que o fluxo cambial ficou negativo em US$ 1,011 bilhão em agosto até dia 17. No período, o fluxo financeiro ficou positivo em US$ 59 milhões e o fluxo cambial, negativo em US$ 1,071 bilhão.