Ata do Fed pressiona e DIs fecham perto das máximas

O Banco Central norte-americano sinalizou de fato a possibilidade de uma elevação antecipada de juros, além da melhora das condições econômicas

São Paulo – O teor da ata do último encontro do Federal Reserve conduziu os mercados nesta tarde, levando as taxas de juros, aqui e nos EUA para as máximas.

Isso porque o Banco Central norte-americano sinalizou de fato a possibilidade de uma elevação antecipada de juros, além da melhora das condições econômicas.

Com a notícia, os juros dos Treasuries e o dólar avançaram, provocando uma inclinação na curva a termo de juros no Brasil.

Com isso, tanto as medidas anunciadas hoje pelo Banco Central e pelo Ministério da Fazenda, como forma de tentar estimular a atividade, como o resultado em linha do IPCA-15 de agosto ficaram em segundo plano.

No final da sessão regular, a taxa do DI para janeiro de 2015 marcava 10,79%, de 10,81% no ajuste anterior.

O DI para janeiro de 2016 (178.590 contratos) fechou a 11,26%, na máxima, ante 11,24% no ajuste anterior.

O juro para janeiro de 2017 (332.575 contratos) terminou em 11,42%, também na máxima, de 11,36% na véspera. E a taxa do DI para janeiro de 2021 (57.905 contratos) marcava 11,61%, de 11,53% no ajuste de ontem.

Nos EUA, os juros dos Treasuries marcavam elevação. A taxa do T-note de 10 anos estava em 2,427% (2,402% ontem), o de 2 anos, em 0,472% (de 0,431% ontem), e o de 30 anos, em 3,2210% (de 3,214% ontem), às 16h11.

Pela manhã, o IBGE divulgou pela manhã uma elevação de 0,14% na taxa, em linha com as projeções.

O mercado já começou a operar pela manhã com as novas medidas do Banco Central alterando as regras do recolhimento compulsório sobre recursos a prazo.

As medidas, no entanto, foram monitoradas, já que a avaliação é de que seu efeito sobre os juros seria “inócuo”.

Sobre as medidas, o mercado considerou de efeito limitado para reaquecer a economia e de fôlego insuficiente para tirar o foco do quadro eleitoral.

Pela manhã, o BC, entre outras coisas, flexibilizou regras para o recolhimento de depósitos compulsórios e reduziu o requerimento mínimo de capital das instituições.

À tarde, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou medidas para facilitar o crédito, como a possibilidade de proprietários de imóveis quitados dar o bem como garantia para outro financiamento imobiliário.