As ações que mais perderam e ganharam na semana

CCR lidera os ganhos após BTG recomendar a compra dos papéis; Hypermarcas tomba com mudança em diretoria

São Paulo – As ações da Hypermarcas (HYPE3) ocuparam a lanterna do Ibovespa, principal índice do mercado brasileiro, mesmo apesar de um desempenho mais tranquilo da bolsa brasileira no decorrer da semana, em comparação aos sete dias anteriores, quando amargou fortes perdas. Na contramão, o grande destaque de alta vai para os papéis da CCR (CCRO3).

O Ibovespa finalizou a semana com desvalorização de 1,70%, aos 52.324 pontos. As perdas em setembro alcançaram 7,38%, o pior resultado desde o tombo de 24,80% de outubro de 2008, no auge da crise. No terceiro trimestre, o índice tombou 16,15%, amargando o recuo anual para 24,50%.

Considerada a sexta maior companhia de bens de consumo do país em valor de mercado, a Hypermarcas (HYPE3) surpreendeu o mercado na terça-feira ao anunciar Breno Toledo Pires de Oliveira como novo diretor de Relações com Investidores. O executivo assumiu o lugar de Martim Prado Mattos, que esteve no cargo desde 2008.

Como resultado, os papéis da companhia recuaram 4,13% no dia seguinte, e fecharam a semana acumulando perda de 15,33%. A mudança na área de Relações com Investidores da Hypermarcas ocorre dias após a empresa ter sua recomendação rebaixada de compra para neutra pelo Banco BTG Pactual, que citou receios em relação ao crescimento da companhia devido ao aumento da concorrência.

Maiores Altas da Semana
Empresa Código Preço (R$) Var. Semanal (%)
CCR CCRO3 48,95 9,04
Itaú Unibanco ITUB4 29,05 5,90
Itausa ITSA4 9,53 5,19
Klabin KLBN4 5,20 4,63
Brasil Foods BRFS3 32,18 4,31
Maiores Quedas da Semana
Empresa Código Preço (R$) Var. Semanal (%)
Hypermarcas HYPE3 8,84 -15,33
TAM TAMM4 28,87 -13,56
B2W Varejo BTOW3 14,70 -12,24
Marfrig MRFG3 5,37 -9,75
Gafisa GFSA3 10,52 -9,31

CCR

A CCR viu suas ações liderarem a alta da semana no Ibovespa, com valorização de 9,04%, principalmente após a companhia ter sua recomendação elevada de neutra para compra pelo analista Rodrigo Góes, do Banco BTG Pactual.

O preço-alvo para cada papel ordinário da empresa em 12 meses foi estipulado em 57 reais, segundo relatório obtido pela Bloomberg. O valor representa um potencial de ganho de 16,44% frente à cotação de 48,95 reais vista no fechamento do pregão desta sexta-feira.