As 10 ações que mais subiram e caíram nesta semana

As ações da Petrobras (PETR3) encerraram a semana com a maior valorização do Ibovespa, avançando 10%

São Paulo – O Ibovespa ficou praticamente no zero a zero no desempenho semanal. Desde a última segunda-feira, o principal índice da bolsa registrou uma queda de 0,26%, aos 54.013 pontos. No acumulado de 2013, o índice tem queda de 11%.

No último pregão da semana, os investidores repercutiram os dados sobre a atividade industrial da China, que chegaram a dar fôlego ao mercado. O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial oficial da China subiu para 51,4 em outubro, de 51,1 em setembro, e o índice PMI medido pelo HSBC e pela Markit – que dá mais peso a pequenas empresas – avançou para 50,9, de 50,2. Números acima de 50 indicam expansão da atividade.

O saldo de investimentos estrangeiros na Bovespa subiu para 1,147 bilhão de reais em outubro até dia 30, último dado disponível da BM&FBovespa. Apenas no dia 30, os estrangeiros compraram 527 milhões de reais em ações brasileiras a mais do que venderam. Com isso, o saldo acumulado no ano chega a 12,059 bilhões de reais, um dos maiores da história da bolsa.

A semana também foi marcada pela saída da OGX do Ibovespa. A petroleira OGX do empresário Eike Batista deixou de ser cotada nos índices da Bolsa de São Paulo, fechando em seu mínimo histórico de R$0,13. A empresa – cujas ações chegaram a ser cotadas a um máximo de 23 reais em 2010 – entrou com um pedido de recuperação judicial na quarta-feira ao não conseguir um acordo com os credores para reestruturar sua enorme dívida.

Para a semana que vem, as atenções ficam reservadas ao conselho do Banco Central Europeu, que deve se reunir em Frankfurt na quinta-feira, e ao relatório de emprego dos Estados Unidos, que será publicado na sexta-feira, 08.

Em alta

As ações da Petrobras (PETR3) encerraram a semana com a maior valorização do Ibovespa, avançando 10%.

A política de reajuste automático periódico dos preços do diesel e da gasolina, definida no dia 25 pela Petrobras, levará em consideração fatores como o preço dos derivados no mercado internacional, taxa de câmbio e origem do derivado (ou seja, se o petróleo é refinado no Brasil ou no exterior). A informação foi divulgada hoje (30), atendendo a um pedido da Comissão de Valores Mobiliários.

Segundo nota divulgada pela assessoria de imprensa da estatal, o cálculo também terá um mecanismo para impedir o repasse de volatilidade dos preços internacionais ao consumidor doméstico.

Código Empresa Preço R$ Var. Sem. %
PETR3 Petrobras 19,04 10,06
GGBR4 Gerdau 18,32 10,03
CSNA3 CSN 12,85 9,830
GOAU4 Gerdau Met. 23,35 8,60
PETR4 Petrobras 19,86 7,41
USIM5 Usiminas 11,90 5,78
VALE3 Vale 36,90 5,22
FIBR3 Fibria 29,31 4,72
CESP6 CESP 23,24 4,59
ITSA4 Itaúsa 9,55 4,49

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Em baixa

Na ponta negativa do índice Bovespa estão as ações ordinárias do Marfrig (MRFG3), que perderam 8,20% no período.

No ano, o Marfrig (MRFG3) é uma das empresas que mais perderam valor de mercado, segundo levantamento da Economática. A companhia tem como meta atingir o equilíbrio entre receita e despesa em 2014.

Código Empresa Preço R$ Var. Sem. %
MRFG3 Marfrig 4,59 -8,20
BISA3 Brookfield 1,35 -7,53
TRPL4 CTEEP 30,90 -7,29
RSID3 Rossi 2,68 -6,62
ELET3 Eletrobras 6,75 -5,73
BRFS3 BRF 52,11 -5,43
OIBR3 Oi 3,90 -5,34
EMBR3 Embraer 16,75 -5,05
OIBR4 Oi 3,70 -4,88
GFSA3 Gafisa 2,96 -4,82