As 10 ações que mais subiram e caíram na semana

Rossi despenca 17% e Gol é destaque de alta no Ibovespa

São Paulo – A semana foi mais curta no mercado brasileiro. A BM&FBovespa não funcionou na segunda-feira por conta de feriado em São Paulo. Nos quatro dias de pregão, o Ibovespa acumulou queda de 2%, aos 54.330 pontos. No ano, a desvalorização é de 4,3%.

Apenas a sexta-feira foi de alta para a bolsa na semana. Hoje, o principal índice da Bovespa recebeu impulso dos papéis da Petrobras.

Tanto as ações ON quanto as PN da companhia dispararam mais de 5% durante o dia. A estatal anunciou na noite de ontem um reajuste de 6% no diesel para as refinarias, o que agradou o mercado e deu animo para os papéis.

GOL e LLX ‘disputam’ maior alta

Apenas 11 ações subiram no Ibovespa nesta semana, com alta leve para os últimos da lista. Durante todo o pregão de sexta-feira, LLX, que recentemente sofreu forte queda no embalo de notícias negativas para a OGX, e a empresa área GOL “disputaram” o primeiro lugar como maior alta.

Após reajustes para reduzir custos e até troca na direção, a GOL anunciou nesta semana novos voos diretos na América do Sul e ampliação de rotas internacionais existentes. No dia do anúncio e no pregão seguinte, as ações da empresa fecharam em alta.

Após números, Rossi tem forte queda

As ações da Rossi foram destaque na ponta de queda nesta semana após a companhia divulgar seus números pré-operacionais do segundo trimestre.

No período, a empresa alcançou 751 milhões de reais em lançamentos, abaixo dos 1,3 bilhão de reais lançados no mesmo período do ano passado. Já as vendas no período alcançaram 682 milhões de reais, abaixo dos 896 milhões de reais registrados no mesmo período do ano passado.


O analista da corretora do Itaú para construção civil David Lawant considerou os resultados da empresa fracos, mas em linha com os números de outras construtoras no primeiro semestre do ano. Ele reiterou sua recomendação de market-perform (em linha com a média do mercado) para os papéis, com preço justo de 12 reais por ação para o final de 2012.

Regulares

Já para os analistas da Fator Corretora René Brandt e Iago Whately, os resultados da empresa foram regulares. Eles lembram que os números divulgados representam 28% da faixa média das projeções da companhia para 2012. “O baixo percentual atingido no acumulado do ano pode significar dificuldade para a companhia atingir a faixa mínima do guidance de lançamentos”, afirmam.

Eles mantêm recomendação de compra para a empresa e estão em processo de revisão do preço-alvo.

A corretora Ativa também destacou o baixo nível alcançado das projeções, de 28%, e analisou a notícia como negativa para a companhia. “Acreditamos que seja provável uma revisão negativa no guidance por parte da companhia, dado o baixo nível de lançamentos atingido”, afirmam os analistas da corretora em relatório.

Na visão da corretora, a empresa deverá continuar vendendo terrenos para aumentar seu foco em rentabilidade, ao mesmo tempo em que deve reduzir o volume de lançamentos.