As 10 ações que mais subiram e caíram na semana

Redecard dispara 12,46% com OPA; construção civil é destaque entre as quedas

São Paulo – Na segunda semana de fevereiro, o movimento de alta visto no início do ano não apareceu e o Ibovespa (BVSP) encerrou o período em queda de 1,63%. No ano, porém, a variação ainda é positiva em 13,32%.

Até a terça-feira, dia 7, o mercado registrou alta, abrindo espaço para a realização de lucros nos dias seguintes. No pregão desta sexta-feira ainda houve forte pressão dos papéis da Petrobras. Após divulgar uma queda no lucro de 2011, a estatal viu suas ações ordinárias (PETR3) caírem 8,28% e as preferenciais (PETR4) terem baixa de 7,84%.

Redecard

A notícia de que o Itaú Unibanco (ITUB3, ITUB4) pretende fechar o capital da Redecard (RDCD3) surpreendeu o mercado financeiro na terça-feira e promoveu uma corrida para os papéis da empresa. A companhia fechou a semana com uma alta de 12,46% e foi a maior valorização do Ibovespa.

O papel encerrou o período cotado em 36,10 reais, bem acima dos 35 reais por ação ofertados pelo Itaú Unibanco. Em teleconferência com analistas, Roberto Setubal, presidente do banco, defendeu que o preço estipulado para a OPA (oferta pública de aquisição) é justo, pois leva em consideração um preço-alvo que o mercado estimava apenas para um período de 12 meses e não considera um valor extra referente a dividendos.

Mas outras dúvidas surgiram. Um relatório do HSBC, por exemplo, levantou a hipótese de que o banco não estivesse considerando nesse preço o valor que uma ampliação do acordo para captação das transações da Hipercard poderia ter para a Redecard. Se esse ponto fosse levado em consideração, o analista Paulo Ribeiro estima que um preço-alvo para a ação de 41 reais em 12 meses.

Rossi e Brookfield

Do lado da baixa, o ranking tem presença forte de papéis dos setores imobiliário e de construção civil. Brookfield (BISA3) e Rossi (RSID3) se revezaram durante a sexta-feira no posto de maior queda da semana e terminaram com desvalorização de 7,61% e 7,97%, respectivamente. O Índice Imobiliário (IMOB), que mede desempenho dos papéis do setor, caiu 3% na semana.

A baixa surpreende, já que a maior expectativa de juros baixos seria uma notícia para impulsionar uma alta entre as empresas do ramo. E durante o mês de janeiro, as ações realmente subiram. “Vejo essa queda como um ajuste técnico. Os investidores estão colocando esse ganho no bolso”, afirma José Francisco Cataldo, estrategista de varejo das corretoras Bradesco e Ágora. Ele afirma que, como um todo, o setor ainda tem boas expectativas para o ano e diz não apostar na existência de uma bolha imobiliária.
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Empresa/ Tipo Ação Preço (R$) Variação %   Empresa/ Tipo Ação Preço (R$) Variação %
Redecard ON RDCD3 36,10 12,46   Rossi ON RSID3 9,93 -7,97
CESP PNB CESP6 36,75 10,23   Brookfield ON BISA3 6,19 -7,61
JBS ON JBSS3 7,13 8,03   Duratex ON DTEX3 9,67 -6,3
Eletrobras ON ELET3 18,99 7,65   Petrobras ON PETR3 25,25 -5,99
Eletrobras PNB ELET6 26,86 6,88   PDG Realty ON PDGR3 7,35 -5,77
Cemig PN CMIG4 37,30 5,82   Dasa ON DASA3 16,50 -5,44
Hypermarcas ON HYPE3 11,94 4,74   MRV ON MRVE3 13,52 -5,32
Marfrig ON MRFG3 8,53 4,02   Usiminas ON USIM3 16,02 -5,21
Klabin PN KLBN4 8,04 3,61   GOL PN GOLL4 12,38 -4,99
CPFL Energia ON CPFE3 26,47 3,4   Cyrela Realty ON CYRE3 16,74 -4,72

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