Após subir 1% no pregão, dólar fecha estável ante o real

Moeda fechou estável depois de passar boa parte dos negócios registrando alta e chegando a bater o patamar de 2,15 reais

São Paulo – O dólar fechou praticamente estável frente ao real nesta terça-feira, depois de passar boa parte dos negócios registrando alta e chegando a bater o patamar de 2,15 reais após o diretor de Política Monetária do Banco Central, Aldo Mendes, afirmar que o Brasil terá que conviver com câmbio mais fraco se este for o movimento do dólar no exterior.

Segundo operadores ouvidos pela Reuters, essa perda de força da divisa norte-americana, a minutos do fechamento, teria ocorrido por conta de movimentos pontuais de venda, com investidores aproveitando a cotação mais elevada.

O dólar registrou leve alta de 0,08 %, cotado a 2,1289 reais na venda, sendo que na máxima do dia, chegou a subir 1,07 %, a 2,1500 reais. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 1,8 bilhão de dólares.

“O que pode ter ocorrido é alguém ter aproveitado o pico (da cotação)”, afirmou o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo.

O diretor do BC disse durante a manhã que o Brasil terá de conviver com uma taxa de câmbio mais fraca se a recente desvalorização do real em relação ao dólar estiver em linha com outras moedas. E acrescentou: “não há nada que podemos fazer”.

Após as declarações de Mendes, o dólar ─ que operava em queda frente ao real num movimento de ajuste após as fortes altas recentes ─ reverteu a trajetória e passou a ganhar força.

Na última parte do pregão, no entanto, a divisa afastou-se das máximas do dia e voltou a reduzir a alta.

O dólar avançou 7,04 % ante o real em maio, batendo 2,15 reais no intradia na última sexta-feira, quando registrou o maior nível de fechamento em quatro anos, apesar de o BC ter feito um leilão de swap cambial tradicional e anunciado pesquisa de demanda para mais um após o fechamento dos negócios.