Ambev tem melhor reputação entre empresas da Bolsa

A reputação corporativa da companhia contribui com 45,4% do valor de mercado da empresa

São Paulo – A Ambev lidera pelo segundo ano consecutivo como a empresa com a melhor reputação na Bolsa. A reputação corporativa da companhia contribui com 45,4% do valor de mercado da empresa, 47,88 bilhões de dólares (cerca de 128 bilhões de reais) de valor para os acionistas.

Os dados fazem parte do relatório “2017 Brazil Reputation Dividend Report” realizado pela Reputation Dividend, em parceria, com a MZ Group e divulgado com exclusividade pela EXAME.com.

A RaiaDrogasil é a empresa com a segunda melhor reputação na B3. A companhia tem um prêmio de reputação de 38,4%, o que representa cerca de 3 bilhões de dólares. Já o terceiro lugar é ocupado pela B3, com prêmio de reputação de 38,1%, mais de 5 bilhões de dólares.

Na comparação com o ranking do ano passado, a B3 teve um aumento de quase 20 pontos percentuais. Segundo o estudo, o aumento pode ser explicado pela fusão com a Cetip, que foi bem recebida pelos investidores. Confira ranking abaixo.

Colocação Empresa Prêmio de Reputação Valor da Reputação (em dólares) Valor de Mercado da empresa (em dólares)
Ambev 45,40% US$ 47,888 bilhões US$ 105,587 bilhões
Raia Drogasil 38,40% US$ 3,097 bilhões US$ 8,064 bilhões
B3 38,10% US$ 5,278 bilhões US$ 13,8 bilhões
Ultrapar 38,10% US$ 5,182 bilhões US$ 13,599 bilhões
Lojas Renner 37,20% US$ 3,029 bilhões US$ 8,151 bilhões
WEG 36,80% US$ 4,127 bilhões US$ 11,219 bilhões
Bradesco 36% US$ 24,94 bilhões US$ 69,211 bilhões
Itaú Unibanco 35,70% US$ 30,755 bilhões US$ 86,215 bilhões
Lojas Americanas 35,60% US$ 3,015 bilhões US$ 8,457 bilhões
10º Natura 35,60% US$ 1,505 bilhão US$ 4,228 bilhões
11º Cielo 34,90% US$ 6,481 bilhões US$ 18,592 bilhões
12º Grupo Pão de Açúcar 33,10% US$ 2,33 bilhões US$ 7,035 bilhões
13º CPFL Energia 32,20% US$ 2,804 bilhões US$ 8,722 bilhões
14º CCR 31,30% US$ 3,523 bilhões US$ 11,254 bilhões
15º Hypermarcas 29,10% US$ 1,981 bilhão US$ 6,796 bilhões
16º Vivo-Telefônica 25,70% US$ 6,47 bilhões US$ 25,211 bilhões
17º Santander 24,40% US$ 8,57 bilhões US$ 35,1 bilhões
18º Braskem 24,40% US$ 2,68 bilhões US$ 10,984 bilhões
19º Gerdau 24,10% US$ 1,42 bilhão US$ 5,89 bilhões
20º Banco do Brasil 24,10% US$ 7,993 bilhões US$ 33,182 bilhões
21º Multipan 22,40% US$ 1,027 bilhão US$ 4,594 bilhões
22º Kroton 20,00% US$ 1,979 bilhão US$ 9,908 bilhões
23º TIM 19,80% US$ 1,796 bilhão US$ 9,073 bilhões
24º Ergie Brasil 18,90% US$ 1,429 bilhão US$ 7,575 bilhões
25º Klabin 18,70% US$ 1,119 bilhão US$ 5,976 bilhões

Recuperação econômica

As analisar as 25 companhias, o levantamento aponta o valor bruto das reputações das companhias chegou em 645 bilhões de reais, 24,4% do valor de mercado. Na comparação com o levantamento realizado no ano passado, o prêmio de reputação médio teve aumento de quase 9%.

O fundador da Reputation Dividend, Simon Cole, explica o aumento é um importante indicador da recuperação da economia.

“Ainda que muito crédito deva ser dado aos executivos e gestores das companhias pelos bons resultados reputacionais das principais empresas brasileiras, não deve haver complacência.”

Cole acrescenta ainda que apesar do aumento, manter a confiança de investidores é o desafio devido às turbulências geopolíticas e econômicas, que apesar de darem sinais de diminuição no curto prazo e as incertezas que elas criam geram ainda mais stress nas reputações.

Já o presidente do MZ Group, Rodolfo Zabisky, destaca neste momento econômico, a reputação corporativa “tornou-se uma parte tão intrínseca do processo de criação de valor que as melhores empresas estão cada vez mais olhando este ativo como uma alavanca de valor e não apenas, meramente, como mais um risco a ser gerenciado.”