Ambev avança na Bovespa, mesmo com cerveja em baixa

Queda em volumes da companhia foi puxada pelas fracas vendas de cerveja, que no último trimestre diminuíram 3,4%

São Paulo – As ações da Ambev avançavam 1,7% nesta quarta-feira, após a companhia divulgar seu balanço referente ao quarto trimestre de 2013. No acumulado de 2014, as ações da companhia registram uma queda de 2,7%.

A operação brasileira da Ambev reportou uma queda de 2,8% no volume total vendido de bebidas no País, passando de 34,622 milhões de hectolitros de outubro a dezembro de 2012 a 33,666 milhões de hectolitros no mesmo período do ano passado.

Em 2013, a diminuição foi de 3,7%, passando de 117,486 milhões de hectolitros para 113,148 milhões de hectolitros. A queda em volumes foi puxada pelas fracas vendas de cerveja, que no trimestre diminuíram 3,4% – 3% era o esperado pelo mercado – e em 2013 de 4,3%. Em refrigerantes e bebidas não alcoólicas, os recuos foram de 1,1% no quarto trimestre e de 2% em 2013.

Apesar da queda em volume, a fabricante registrou alta de 8,5% na receita líquida total da operação, para R$ 7,162 bilhões. No quarto trimestre de 2012, a cifra havia sido de R$ 6,599 bilhões. A receita líquida de cerveja cresceu 7,9% no trimestre, enquanto a de refrigerantes e bebidas não-alcoólicas avançou 11,8% no mesmo período. No ano, a receita líquida oriunda do Brasil somou R$ 22,041 bilhões, avanço de 5,1% ante a de R$ 20,978 bilhões de 2012. A receita líquida de cerveja teve incremento de 4,6% e a de refrigerantes e bebidas não alcoólicas, de 7,5%.

Investimentos

A Ambev informou que os investimentos globais da companhia em 2013 em capex somaram R$ 3,8 bilhões, sendo R$ 1,4 bilhão somente no quarto trimestre. No Brasil, os aportes totalizaram R$ 2,8 bilhões em 2013, montante recorde histórico e em linha com o guidance estipulado pela companhia de cerca de R$ 3 bilhões.

Para 2014, a Ambev prevê, para as operações brasileiras, o mesmo valor investido no ano passado. Segundo a companhia, em release à imprensa, estão previstas a inauguração de duas novas fábricas: uma em Uberlândia (MG) e outra em Ponta Grossa (PR), o que seria inédito na história da empresa.