Alta dos juros perde força e taxas recuam

Os juros futuros perderam força junto com a virada do dólar para o lado negativo nesta quarta-feira

São Paulo – Os juros futuros perderam força junto com a virada do dólar para o lado negativo nesta quarta-feira, 18, e a queda dos juros dos Treasuries, após as taxas dos contratos de depósito interfinanceiro (DIs) terem iniciado a sessão com leves altas, diante da desaceleração menos intensa do IPCA-15 em junho. A cautela com o Federal Reserve permeia os negócios.

As expectativas estão voltadas para a decisão, à tarde, de política monetária do Federal Reserve (15h) e a entrevista de sua presidente, Janet Yellen.

Os volumes de negócios podem diminuir até o começo da tarde, mas a fala de Yellen deverá definir os ajustes nos mercados globais no fim da sessão.

No Reino Unido, o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) divulgou a ata da última reunião, na qual sinaliza que os juros podem subir até o fim do ano se a economia do país ganhar tração.

O BC inglês ponderou que ainda são necessárias mais evidências sobre o ritmo da recuperação, por isso, decidiu por unanimidade manter os juros e o programa de compra de bônus inalterados.

No campo da inflação interna o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,47% em junho, após subir 0,58% em maio.

O resultado ficou dentro das estimativas captadas pelo AE Projeções, entre 0,15% e 0,53%, mas acima da mediana estimada, de 0,41%. Com o resultado anunciado hoje, o IPCA-15 acumula taxas de 3,99% no ano e de 6,41% em 12 meses até junho.

A segunda prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de junho mostrou deflação de 0,64%, contra -0,04% na segunda prévia de maio e dentro do intervalo das estimativas captadas pelo AE Projeções (entre -0,70% e -0,49%) mas abaixo da mediana (-0,60%).

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação da cidade de São Paulo, subiu 0,16% na segunda quadrissemana de junho, inferior ao avanço de 0,22% da primeira leitura de junho.

O resultado também ficou dentro do intervalo das previsões (entre 0,15% e 0,23%), mas abaixo da mediana de 0,20%.

Às 9h54, na BM&FBovespa, o DI para janeiro de 2015 tinha taxa de 10,79%, na mínima e nivelado ao ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2017 estava em 11,55%, de 11,57% no ajuste da véspera; e o DI para janeiro de 2021 projetava taxa de 11,97%, na mínima, de 12,02% antes.

No mercado de balcão, o dólar à vista estava na cotação mínima do dia, a R$ 2,2520, em queda de 0,18%. Em Nova York, o juro da T-note de 10 anos estava em 2,627%, de 2,652% no fim da tarde de terça-feira, 17.