Acordo grego deve animar bolsas de NY na abertura

Além disso, anima também a queda maior do que o esperado nos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos

Nova York – A manhã desta quinta-feira começou bem volátil para as bolsas em Wall Street, mas ao que parece o pregão deve começar positivo após partidos políticos na Grécia terem chegado a um consenso sobre as reformas necessárias para um acordo com credores privados. Além disso, anima também a queda maior do que o esperado nos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos.

Às 13h58 (pelo horário de Brasília), no mercado futuro, o Dow Jones caía 0,05%; o S&P 500 recuava 0,08%; o Nasdaq perdia 0,03%.

O número de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos caiu 15 mil, para 358 mil, na semana passada, após ajustes sazonais, resultado bem melhor do que o aumento de 3 mil pedidos esperado por analistas.

Na Europa, a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, se reúne hoje com ministros de Finanças da zona do euro, em Bruxelas, para delinear os próximos passos a serem dados em relação à Grécia.

Além de informar a imprensa sobre o acordo na Grécia para reformas apoiado por partidos, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, disse ainda que as perspectivas para a região estão sujeitas à alta incerteza e riscos de baixa e que o BCE continuará apoiando bancos com medidas extraordinárias.

O BCE e o Banco da Inglaterra (BoE) mantiveram os juros em 1% e 0,5%, respectivamente. O BoE, por sua vez, anunciou que o programa de compra de bônus do governo ou relaxamento quantitativo(QE, na sigla em inglês) foi ampliado em 50 bilhões de libras esterlinas, para 325 bilhões de libras.

Na China, a inflação deu sinais de força em janeiro. O índice de preços ao consumidor subiu 4,5% em janeiro ante janeiro de 2011, após subir 4,1% em dezembro, superando expectativa de alta de 4,1%.

No pré-mercado, as ações de grandes bancos operavam em alta. Cinco deles – Bank of America (+1,85%), JP Morgan (+0,91%), Ally Financial, Wells Fargo (+0,62%) e Citigroup (+1,55%) – estariam prestes a fechar acordo com mais de 40 estados americanos para pagar um total de US$ 26 bilhões a US$ 39 bilhões relativos a abusos cometidos nos processos de execuções de hipotecas imobiliárias.