Ações sobem com possível aumento de recurso do FMI

Fundo Monetário Internacional poderá ampliar em até US$ 1 trilhão os recursos para emprestar aos países

São Paulo – As ações europeias e o euro sobem com informação de que o Fundo Monetário Internacional poderá ampliar para até US$ 1 trilhão os recursos para emprestar aos países. Os juros dos títulos de países europeus como França e Itália caem. Nos Estados Unidos saem indicadores econômicos e balanço do Goldman Sachs Group Inc.

O Comitê de Política Monetária do Banco Central deve cortar o juro em 0,5 ponto percentual, segundo pesquisa Bloomberg com analistas. O BC divulga o fluxo cambial. O Índice de Preços ao Consumidor de São Paulo até 15 de janeiro subiu 0,79 por cento.

Hoje a coluna de renda fixa mostra que a Petróleo Brasileiro SA e da Vale SA, as duas maiores empresas brasileiras por valor de mercado, seguem em direções opostas no mercado de dívida corporativa. O descompasso ocorre após a Petrobras ter feito captações no mercado internacional que foram 9,5 vezes maiores do que as emissões de dívida da Vale.

Internacional: Bolsas europeias reagem e sobem com FMI

As ações europeias e os indices futuros americanos sobem, revertendo queda registrada mais cedo, com a informação dada por autoridade do Grupo dos 20 de que FMI está propondo aumentar em até US$ 1 trilhão seus recursos para empréstimos para salvaguardar a economia global de qualquer agravamento da crise da dívida.

Os recursos viriam principalmente dos países do grupo do BRIC, formado por Brasil, Rússia, Índia e China, além do Japão e exportadores de petróleo, disse a fonte, que falou sob condição de anonimato.

O primeiro-ministro grego Lucas Papademos vai retomar as negociações com os credores hoje. O país está perto de um acordo que dará aos credores ativos e dinheiro equivalentes a 32 por euro devido pelo governo, segundo Bruce Richards, membro do comitê de credores e presidente da Marathon Asset Management LP.

O Banco Mundial disse que a turbulência na Europa tem o potencial de detonar uma crise global semelhante à de 2008. O crescimento mundial vai desacelerar para 2,5 por cento este ano, ante 3,6 por cento em 2011, disse a instituição.

Na China, as ações caíram com receios sobre a desaceleração do setor imobiliário e devolveram parte da maior alta desde 2009 registrada no dia anterior. Ações em outros mercados asiáticos subiram após indicadores dos EUA à Coréia do Sul sinalizarem crescimento econômico. A Indonésia recebeu o grau de investimento da Moody’s Investors Service à medida que a maior economia do Sul da Ásia resiste aos efeitos da crise europeia.


Relatório divulgado ontem nos EUA mostrou aumento da atividade industrial na região de Nova York, enquanto dado hoje pode mostrar alta da produção industrial, segundo pesquisa Bloomberg. A confiança do investidor na Alemanha teve alta recorde segundo pesquisa divulgada ontem, e as vendas de lojas sul-coreanas tiveram a maior alta em oito meses.

“Partes da economia dos EUA estão isoladas do que está ocorrendo na Europa,” disse Tim Schroeders, da Pengana Capital Ltd. em Melbourne. “As ações permanecem atraentes, mas esperar retorno de dois dígitos em relação a um curto período não é realista”.

O dólar cai contra a maioria das demais principais moedas com a expectativa de dados hoje nos EUA reduzindo a demanda por ativos mais seguros. O euro avança pelo segundo dia.

O petróleo sobe em Nova York após o Irã advertir a Arábia Saudita em relação a um aumento da oferta do produto no caso de sanções contra as exportações iranianas. O cobre avança. A soja cai com especulações de que as chuvas no Brasil favorecerão a safra no segundo maior produtor mundial após os EUA.

Os rendimentos das dívidas da França, Itália e Espanha recuam, enquanto os Alemanha sobem. A Alemanha obteve ofertas para 7,596 bilhões de euros em leilão de títulos hoje, excedendo a meta máxima de venda de 4 bilhões. Portugal também fez leilão de títulos. A taxa dos títulos do Tesouro americano sobe.

O governo da Alemanha cortou sua previsão para o crescimento da maior economia europeia em 2012 para 0,7 por cento, ante projeção anterior feita em outubro de 1 por cento.