Ações na Europa sobem após orçamento da Itália passar

Londres – Os principais índices das bolsas europeias fecharam em alta hoje, otimistas com a aprovação de medidas orçamentárias pelo Senado da Itália, sugerindo que o país endividado fará o necessário para garantir a confiança dos investidores. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 2,23%, ou 5,24 pontos, em 240,59 pontos. Na semana, teve alta de 0,51%. As ações de bancos registraram fortes ganhos, com Dexia subindo 9% e KBC Group avançando 8,8% em Bruxelas.

Entre os bancos italianos, Intesa Sanpaolo ganhou 8,8% e Unione di Banche Italiane SCpa disparou 9,3%. Os ganhos impulsionaram a Bolsa de Milão, onde o índice FTSE MIB subiu 3,68%, para 15.778,85 pontos, e na semana teve alta de 2,82%.

O Senado italiano aprovou hoje uma lei que inclui novas medidas de austeridade. Isso abre caminho para a Câmara dos Deputados aprovar a lei no sábado e para, posteriormente, o primeiro-ministro Silvio Berlusconi renunciar, como prometeu. Mario Monti, um economista e ex-comissário da União Europeia, é visto como provável sucessor em um governo interino.

O yield (retorno ao investidor) do bônus de 10 anos da Itália caiu 32 pontos-base, para 6,48%, seguindo para baixo do nível crítico de 7%. Em Milão, outra companhia cujos papéis se valorizaram foi a Telecom Italia (+5,3%). A empresa informou sobre aumento em seu lucro no terceiro trimestre, em comparação com o mesmo trimestre de 2010, além de confirmar suas metas financeiras.

Na Grécia, o ex-vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Lucas Papademos, tomou posse para liderar um governo de coalizão. A missão dele é realizar reformas para garantir o novo pacote de ajuda de 130 bilhões de euros para o país, antes de convocar eleições. Em Paris, o CAC-40 terminou em +2,76%, em 3.149,38 pontos. Na semana, teve ganho de 0,83%. BNP Paribas ganhou 5,7% e AXA subiu outros 4%.

A Standard & Poor’s reafirmou, ontem, o rating de crédito AAA da França, após um erro técnico sugerir que a nota havia sido cortada. As ações do conglomerado francês Bouygues caíram 9,5%, na esteira de um recuo de 13,2% na emissora Television Française, da qual a Bouygues é acionista majoritária. O J.P. Morgan Cazenove rebaixou as ações da TV de “neutra” para “underweight”. A emissora informou sobre queda em seus resultados trimestrais na quinta-feira e disse esperar uma queda de 1% em seu lucro consolidado no ano, por causa do clima de incerteza econômica.

Na Alemanha, o índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, fechou em alta de 3,22%, em 6.057,03 pontos, e na semana avançou 1,52%. As ações da seguradora Allianz subiram 5,6%, após a companhia anunciar que mantém sua previsão de lucro para 2011. No setor financeiro, Commerzbank ganhou 5,7% e Deutsche Bank avançou 5,8%.

No Reino Unido, o índice FTSE 100 subiu 1,85%, fechando aos 5.545,38 pontos, puxado por bancos, e na semana ficou em +0,33%. As ações do Lloyds ganharam 6,1% e Royal Bank of Scotland subiu 6,4%. Os papéis do International Consolidated Airlines Group subiram 4,9%. A companhia afirmou que está almejando um lucro operacional de aproximadamente 1,5 bilhão de libras para 2015.

O índice Ibex 35, da Bolsa de Madri, teve alta de 2,95%, chegando aos 8.556,10 pontos, e na semana teve recuo de 0,47%. Na contramão da onda positiva, em Lisboa o índice PSI 20 fechou em queda de 1,13%, aos 5.582,63 pontos. Um dos destaques negativos foi a Galp, cujos papéis perderam 10,8% após a petroleira divulgar que vendeu 30% da Petrogal Brasil para a chinesa Sinopec, por US$ 3,54 bilhões. Analistas da BPI cortaram o rating da Galp de “comprar” para “manter”, dizendo que o acordo era levemente decepcionante. Na semana, o PSI 20 teve perda de 2,91%. As informações são da Dow Jones.